Dilma se nega a falar de cargos e critica PSDB

A presidenciável Dilma Rousseff (PT) estreou na madrugada de hoje a série de entrevistas com candidatos à Presidência da República promovida pelo "Jornal da Globo". A petista falou sobre a provável participação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos réus do mensalão, no governo, da relação do governo com as Farc e ajuste fiscal.

AE, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 03h05

Sobre a possível participação de Dirceu em um suposto governo, Dilma foi taxativa: "Não tenho discutido o futuro do governo em respeito à população". No entanto, em entrevista à tarde, ela chegou a dizer que "era pouco provável" que Dirceu fosse indicado ao governo porque ele estava atuando "na militância do PT".

A candidata também falou sobre a violação de sigilo fiscal de integrantes do PSDB ocorrida no escritório da Receita Federal em Mauá (SP). Para Dilma, o PSDB agiu apenas por "interesse eleitoral" ao acusar sua campanha de ser responsável pelo ato. "Considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse sem apresentar provas. O partido do meu adversário (José Serra) tem trajetória de vazamento e grampo impressionante", disse.

A presidenciável também foi questionada sobre suposta hesitação em dizer que as Farc, da guerrilha colombiana, são ligadas ao crime organizado. "Nunca escondemos esse fato. O governo sempre defendeu essa ligação." Na parte final da entrevista, Dilma negou a intenção de fazer ajuste fiscal. "O Brasil não precisa mais passar por isso. Quem defende isso está errado. O Brasil tem que crescer e controlar os gastos. Defender ajuste fiscal como foi feito antes é um crime."

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