Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Dilma se empenha em manter 'relação boa' com senadores do PMDB

Após revés na votação do Código Florestal na Câmara, presidente tenta maior aproximação com senadores, que ainda devem analisar projeto que desagrada governo

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

01 de junho de 2011 | 17h36

No almoço oferecido aos senadores do PMDB no início da tarde desta quarta, no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff declarou que deseja manter uma "relação boa" com a bancada. Segundo o relato de um dos senadores que participaram do encontro, Dilma abriu a reunião justificando a ausência do chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Nesta manhã, a Comissão de Agricultura da Câmara aprovou a convocação de Palocci para explicar aos deputados sua evolução patrimonial.

Segundo esse senador, Dilma relatou que Palocci não participaria do almoço porque estaria reunido com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para tratar de outros assuntos do governo. Ainda segundo a fonte, a crise envolvendo o chefe da Casa Civil não foi abordada durante o encontro, que foi marcado pela cordialidade entre a presidente e os senadores. Da bancada de 19 senadores, não compareceram Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Lobão Filho (PMDB-MA), que está hospitalizado.

Empenhada em se aproximar dos aliados, Dilma afirmou que encontros como este vão se tornar "rotina" a partir de agora. Ela enfatizou a importância de governar em sintonia com os três poderes. "Ninguém governa só com o Executivo", disse Dilma, segundo relato do senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Na última segunda-feira, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, declarou em entrevista à rádio Estadão ESPN que o governo não precisa do Congresso para governar.

Código. Coube a Moka expor a Dilma o entendimento favorável à emenda 164 do Código Florestal, que o Planalto pretende derrubar no Senado. O senador sul-mato-grossense defendeu a emenda, de autoria do PMDB, que anistia os produtores que desmataram Áreas de Preservação Permanente (APPs) até 2008.

Moka alegou que o texto alvo de polêmica "não anistia os desmatadores", porque a situação deles pode ser regulamentada, ficando a multa pelo desmatamento sub judice. No entanto, Dilma ponderou que se preocupa com a repercussão internacional da aprovação do código nos termos em que foi avalizado pelos deputados.

Os senadores também reclamaram das Medidas Provisórias, que chegam ao Senado em cima da hora, sem tempo hábil para que eles possam aprimorar o texto. Dilma comprometeu-se com os senadores a conversar com o presidente da Câmara, Marco Maia, e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a fim de encontrarem uma solução para o problema.

O Planalto vetou o acordo construído pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), quanto à proposta de emenda constitucional (PEC) que modifica o rito das MPs. O relatório do senador Aécio Neves (PSDB-MG), acordado com Jucá, admite que uma Medida Provisória seja revogada por uma comissão, antes de chegar ao plenário.

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