Dilma se elegeria no primeiro turno, diz pesquisa

Levantamento CNT/MDA indicou que presidente obtém mais de 50% das intenções dos votos em 2 cenários simulados

Daiene Cardoso e Ricardo Brito, Agência Estado

11 Junho 2013 | 12h32

Texto atualizado às 15h40

BRASÍLIA - A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 11, mostrou que a presidente Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno se as eleições fossem hoje. Nos dois cenários, a presidente apareceu com mais de 50% das intenções de voto.

No primeiro deles, Dilma aparece com 52,8% das intenções de voto, seguida do senador Aécio Neves (PSDB), com 17%; da ex-ministra Marina Silva, com 12,5%; e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 3,7%. No segundo, com o socialista fora do páreo, Dilma tem 54,2% das intenções de voto; o Aécio, 18%; e Marina, com 13,3%.

A pesquisa também avaliou os índices de popularidade do governo e pessoal de Dilma. A presidente é aprovada por 73,7% da população, e seu governo, por 54,2%. Na última pesquisa divulgada em do ano passado, ela teve aprovação pessoal de 75,7% e aprovação de seu governo foi de 56,6%. A queda ocorreu está na margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Inflação. A queda nos índices de popularidade de Dilma é estimulada pelo retorno da inflação, o que, segundo a pesquisa, abre a chances de haver segundo turno na sucessão presidencial de 2014. De acordo com o levantamento, 73,1% dos entrevistados ainda não têm um candidato favorito para presidente e só 17,4% disseram já ter um nome escolhido. Brancos e nulos somaram 2% e 7,5% disseram não saber ou não responderam.

"Já começa a aproximar de um segundo turno. É um fato que a presidente Dilma deve avaliar no seu conjunto", disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNT), senador Clésio Andrade (PMDB-MG)."Inevitavelmente a inflação é o que mais pesa (para a queda de Dilma)", avaliou.

Entre os outros fatores que contribuíram para a redução da aprovação do governo estão o processo de desinvestimento, a dificuldade do governo em fazer obras públicas, os problemas de infraestrutura (e por consequência a pressão sobre a balança comercial) e a subida do dólar que, num futuro próximo, vai atingir a classe média nas viagens ao exterior, previu Andrade. "Há uma piora significativa também nas áreas de saúde, educação e segurança", acrescentou.

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