Dilma Rousseff segue para Bruxelas sem certeza de encontro com Barroso

Candidata petista à Presidência tem agenda complicada pela reunião dos 27 chefes de Estado e de governo da União Europeia

Andrei Netto e João Domingos/ Enviados especiais a Bruxelas

17 de junho de 2010 | 11h33

A reunião dos 27 chefes de Estado e de governo da União Europeia, que será realizada nesta quinta-feira, 17, em Bruxelas, está atrapalhando os planos da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Em Bruxelas, ela teria encontro programado com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Mas a prioridade do português hoje é a reunião de cúpula dos europeus. Assim, a delegação brasileira não sabe nem mesmo se o encontro acontecerá hoje ou amanhã.

 

Dilma rumou de Paris, onde está hospedada desde a terça-feira, para a capital belga por trem-bala às 15h01min. Sua comitiva escolheu lugares em segunda classe. No trem, a petista não falou à imprensa.

 

Minutos antes de embarcar, porém, Dilma confirmou que rumava a Bruxelas sem saber se de fato conseguiria encontrar Barroso, que intermedeia hoje uma difícil negociação sobre os novos mecanismos de governança comum na União Europeia. "Não sabemos que horas vai ser o encontro. A embaixada até nos recomendou de trocar o trem para o que partia uma hora depois, mas não deu", disse a petista. "Na verdade, não sabemos nem mesmo se vamos conseguir encontrá-lo hoje ou amanhã."

 

Além de um gesto político em relação à candidata, Barroso não tem mesmo grandes razões para adiar compromissos mais importantes para encontrar Dilma. O assunto da pauta, segundo a candidata informou, são as relações entre a União Europeia e o Mercosul. Os dois blocos de fato negociam um acordo de livre comercio - mas o fazem a quase uma década, sem resultados até aqui.

 

Ontem, em Paris, Dilma já teve a oportunidade de tirar fotos com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que a recebeu por 25 minutos no Palácio do Eliseu. Hoje pela manhã, antes de viajar, a candidata passeou pela Avenida Champs Elysées, tentando desviar da imprensa brasileira. Apesar das constantes desinformações de parte de sua assessoria e das tentativas de se esconder dos fotógrafos, Dilma negou que esteja mantendo uma relação tumultuada com a imprensa em sua primeira viagem como candidata ao exterior. "Minha relação com a imprensa é ótima", afirmou, contrariando a opinião dos jornalistas que realizam a cobertura.

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