Dilma Rousseff rebate críticas sobre agências reguladoras

'Falam que a gente é contra as agências, contra a regulação, mas é o contrário', disse a ministra da Casa Civil

Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

29 de fevereiro de 2008 | 11h44

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, rebateu nesta sexta-feira, 29, críticas de que o governo Lula reduz o poder das agências reguladoras. Em discurso no VI Fórum dos Governadores do Nordeste, na capital de Sergipe, Dilma Rousseff disse que o governo se esforça para regular diversos setores da economia. "Falam que a gente é contra as agências, contra a regulação, mas é o contrário", afirmou. A ministra disse que o governo tem conseguido reduzir tarifas de setores como transporte e energia. "Estão aí as concessões de rodovias para provar que o governo buscou fortalecer a regulação, tornar as regras do jogo claras e iguais para todos como forma de baratear os custos para a população e reduzir tarifas de pedágio", disse. Dilma Rousseff ressaltou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) reforça a estrutura das agências. A ministra lembrou que o leilão de concessão da usina hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira, em Rondônia, obra prevista no PAC, atingiu preço histórico de venda de energia, de R$ 78 o megawatt. Ela fez um extenso relato de obras de infra-estrutura nos nove Estados nordestinos e comentou números positivos da economia da região. "O crescimento do nordeste tem sido mais robusto que no resto do País", comentou. Ela creditou esse crescimento diferenciado aos investimentos do PAC. Isso mostra, na sua opinião, que o PAC não é um instrumento de marketing. De acordo com os números que apresentou, de dezembro de 2002 a dezembro de 2007 o emprego formal no Nordeste cresceu 22,7%. No mesmo período, o índice no restante do país foi de 20,6%. Dilma ainda ressaltou, em seu discurso, melhorias que, segundo ela, foram feitas pelo governo no setor de financiamento a longo prazo. "Por determinação do presidente, tivemos toda uma modificação nas condições de financiamento a longo prazo", disse.

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