Dilma Rousseff nega ser candidata à sucessão de Lula em 2010

Ministra, no entanto, diz que Ciro Gomes tem todas as condições de ser candidato à presidência da República

ELIZABETH LOPES, Agencia Estado

04 de outubro de 2007 | 14h32

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou nesta quinta-feira, 4, que seja candidata à sucessão presidencial de 2010. Segundo ela, não interessa ao governo, com apenas dez meses de atividade nesse segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficar discutindo esse tipo de assunto. "A discussão pode encurtar o mandato, e pessoalmente eu não sou candidata", disse Dilma, em sabatina promovida nesta manhã pelo jornal Folha de S. Paulo.   Veja também:    Dilma diz apoiar descriminalização do aborto no País Governo Lula não faz barganha política, diz Dilma A ministra disse que vê como uma espécie de homenagem a lembrança de seu nome para sucessão do presidente Lula, mas voltou a dizer que o momento não é oportuno para esse tipo de discussão. Apesar disso, quando foi questionada sobre o nome de outros prováveis candidatos, como o do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), ela ressaltou: "Sem sombra de dúvidas, ele tem todas as condições de ser candidato à presidência da República, porque já deu contribuições importantes ao País". Ainda sobre política, a ministra ironizou um dos chavões mais utilizados pelo tucano Geraldo Alckmin na campanha presidencial do ano passado. "Desconfiem quando se fala em choque de gestão, porque só quem não geriu é que usa esse termo. Isso é uma maquiagem". Segundo ela, não se faz modificações na máquina do governo sem um processo que inclua, por exemplo, mudanças estruturais. E quando se faz um choque, em um ano, nos anos posteriores o governo é obrigado a voltar a gastar mais. "Uma coisa é o discurso e a outra é a prática", alfinetou. Questionada sobre o governo FHC, Dilma disse que a gestão tucana teve alguns pontos positivos. "FHC teve méritos, mas isso não significa que eu concorde com a orientação do governo dele", comentou. Ela ainda criticou a política de privatização realizada pelos tucanos.

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