DIDA SAMPAIO/AE
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Dilma Rousseff diz estar pronta para campanha presidencial

No dia em que médicos afirmaram não haver evidências de linfoma, ministra falou abertamente sobre campanha

Leonêncio Nossa e Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo,

28 de setembro de 2009 | 17h44

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira, 28, que está "pronta" para a disputa presidencial de 2010. Em entrevista para comentar o anúncio feito pelos seus médicos de que não apresenta mais evidências de linfoma, ela não deixou sem respostas perguntas sobre a campanha eleitoral. "Estou pronta para o que der e vier", disse.    

 

Na entrevista, Dilma agradeceu o trabalho da sua equipe médica e a solidariedade de pessoas comuns durante o processo de tratamento da doença.

 

A uma pergunta se agora ela estava em condições de assumir compromissos com o PT e a sua candidatura à Presidência lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo País, Dilma respondeu: "eles (médicos) disseram para mim: você tem condições totais agora, sem nenhum cuidado diferente do que qualquer outra pessoa tem que ter consigo mesma, de exercer todas as atividades que você vinha exercendo antes", afirmou.    

 

"Fico muito feliz porque agora não tenho que tomar remédio e é interessante: eu recuperei a minha energia e acho que está na minha cara", afirmou.

Dilma, que participou da posse de Alexandre Padilha no cargo de ministro de Relações Institucionais, disse que o tratamento contra o câncer deu a ela uma experiência pessoal e de conhecimento da realidade das pessoas que fazem quimioterapia. Ela disse que a partir de agora atuará junto com o Ministério da Saúde para garantir o melhor tratamento para as pessoas.    

 

"Terei o máximo de interesse nesta questão de saúde pública", afirmou. Dilma disse ainda que na vida sempre é possível tirar algo de bom, mesmo em caso de doença. "O que tirei de bom foi dar mais valor à vida. Passei a dar mais valor às coisas simples, como a luz de Brasília", afirmou. Dilma disse ainda que vai trabalhar para combater o preconceito sofrido pelas pessoas que têm câncer.

 

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