Dilma Rousseff diz estar curada de câncer linfático

'Do ponto de vista dos médicos, estou curada', disse a ministra em entrevista à 'Rádio Gaúcha'

03 Setembro 2009 | 12h04

A ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT a sucessão de Lula, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira, 3, ter concluído o tratamento para curar um câncer no sistema linfático, e que, do ponto de vista médico, está curada. A assessoria de imprensa do hospital Sírio-Libânes informou ao portal estadao.com.br que Dra. Yana Augusta Sarkis Novis, médica de Dilma, confirmou o anúncio da chefe da Casa Civil, afirmando que o tratamento da ministra realmente chegou ao fim. 

 

A declaração foi dada à Rádio Gaúcha, em entrevista sobre as iniciativas do governo acerca da exploração do petróleo do pré-sal. Antes de iniciar a conversa, o entrevistador perguntou sobre a saúde da ministra, que disse estar "muito boa".

 

"Eu conclui o tratamento de radio (radioterapia), na semana que vem faço alguns exames e (em seguida) acho que vou dar um anúncio, que eu vou antecipar aqui, que do ponto de vista dos médicos eu estou curada. Acredito que será esse (anúncio), que eu estou com a certeza, a esperança e a torcida", disse a ministra.

 

A radioterapia era parte do tratamento contra as consequências de um linfoma, câncer no sistema linfático, detectado em abril na forma de um nódulo na axila esquerda da ministra. O tumor de 2,5 centímetros foi retirado em cirurgia de 45 minutos no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, poucas semanas após descoberto. O linfoma foi detectado quando a ministra se submeteu a check-up das condições de saúde no próprio hospital.

 

Dilma realizou o tratamento por quatro meses, submetendo-se a exames periódicos de suas condições de saúde.

 

Em maio, Dilma chegou a ser internada no Sírio-Libanês com fortes dores nas pernas. Na ocasião, foi diagnosticado que a ministra teve uma miopatia - inflamação muscular provocada pelas fortes doses de cortisona que tomou em consequência do tratamento contra o câncer.

 

Quando recebeu a informação de que tinha câncer linfático, Dilma disse que encarava a doença como "um desafio". "Ninguém gosta de saber que está com doença. Mas recebo com tranquilidade, porque tive a sorte do diagnóstico precoce", disse à época.

 

Alvo da oposição

 

Na entrevista à rádio, Dilma afirmou que não quer falar no momento sobre a corrida eleitoral do ano que vem, pois isso a tornaria um alvo mais visado do que já é pela oposição. "Eu já sou o alvo da vez sem falar nisso", tergiversou. "Falando isso aí eu vou ser mais alvo ainda", complementou, para depois justificar que evitar o tema neste momento se tornou até uma questão de "auto-proteção".

 

Dilma também elogiou Marina Silva (PV), que se desfiliou do PT para se lançar (ainda não oficialmente) como candidata à presidência. A entrada da ex-ministra do Meio-Ambiente no pleito irá dificultar a campanha da candidata de Lula. "É um pessoa muito qualificada e muito especial", disse Dilma.

 

Embora ressaltando que não queria que a ex-companheira saísse do partido, Dilma acredita que a mudança não altera o caminho da sigla. "Acredito que para o PT em princípio não muda nada, não".

 

Com informações de Elder Ogliari e Fernando Martines

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