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Dilma Rousseff afirma que próximo ministro da Saúde terá perfil técnico

De acordo com os presentes, as discussões se pautaram principalmente nas áreas de financiamento e gestão em Saúde

Gustavo Uribe e Roberto Almeida, Agência Estado

20 de novembro de 2010 | 17h26

Em almoço com médicos e especialistas da área de saúde, na capital paulista, a presidente eleita, Dilma Rousseff, disse não abrir mão de um nome com perfil técnico para o Ministério da Saúde. A petista garantiu essa intenção a pelo menos cinco convidados presentes no evento e destacou que credenciais políticas não são suficientes para qualificar alguém para o posto, que, segundo ela, demanda também experiência na área. A presidente eleita participou hoje (20) de encontro com 26 especialistas e professores da área de saúde, evento promovido na residência do cardiologista Roberto Kalil Filho, do Hospital Sírio-Libanês. O médico coordenou a equipe que tratou Dilma Rousseff de um câncer linfático, no ano passado, e é cotado para assumir o Ministério da Saúde. A presidente eleita foi ao almoço acompanhada pelo deputado federal Antônio Palocci (PT-SP), outro nome cogitado para a pasta.

 

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A presidente eleita discutiu com os presentes, em tom informal, propostas na área de saúde e ouviu sugestões nas áreas de financiamento e gestão. Os convidados comentaram na saída do evento que a petista mostrou bastante interesse pelo tema e teria sinalizado que o tema seria uma das prioridades de sua gestão à frente do Palácio do Planalto. Dilma recebeu elogios até mesmo da titular da Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Linamara Batisttella, indicada para o posto pelo ex-adversário da petista na disputa presidencial, o ex-governador José Serra (PSDB). A secretária negou que a presidente eleita tenha falado em nomes para o Ministério da Saúde durante o almoço, mas salientou que todos os presentes no evento gostariam que Roberto Kalil Filho fosse o indicado para o cargo. O desejo foi endossado por outros convidados.

 

O almoço durou três horas e contou com as presenças, entre outros, do presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), Maurício Ceschin, o médico cancerologista Drauzio Varella, o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Gomes do Amaral, e o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d'Ávila, além do presidente do conselho diretor do Instituto do Coração de São Paulo (Incor-SP), Noedir Stolf. A presidente eleita cumpriu promessa que teria sido feita durante a campanha eleitoral a Roberto Kalil de ser reunir com especialistas da área de saúde, caso fosse eleita, para discutir políticas a serem adotados em sua gestão. Um buffet contratado serviu os convidados. Entre as opções de prato principal, havia camarão à provençal, bacalhau à Bela Cintra e cordeiro. De sobremesa, foi servido sericaia, um doce português. De acordo com Linamara Batisttella, o camarão estava "de comer rezando" de tão saboroso. Dilma e Palocci saíram do evento sem falar com a imprensa.

 

Antes de chegar à residência de Kalil, na zona sul da capital, a presidente eleita fez exames de rotina no Sírio-Libanês. A informação da assessoria de imprensa da unidade médica é que a petista permaneceu no hospital por cerca de duas horas. De acordo com o boletim médico, os exames mostraram resultados satisfatórios. Este foi o primeiro check-up realizado por Dilma após sua eleição como presidente do Brasil. Durante sua passagem pela unidade médica, Dilma visitou o vice-presidente José Alencar, que fora internado na quinta-feira para uma transfusão de sangue. Cerca de duas horas após a visita, Alencar deixou o local por uma saída lateral da unidade médica, sem falar com a imprensa. A assessoria de imprensa do vice-presidente informou que seu quadro de saúde é estável. O vice-presidente enfrenta há mais de 10 anos um câncer do abdome.

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