Dilma reúne-se com lideranças religiosas para desmentir boatos

A intenção da candidata era esclarecer os rumores de que ela era favorável ao aborto e pretendia fechar templos

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 14h55

BRASÍLIA - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, recebeu na manhã desta quarta-feira, 29, em seu escritório político em Brasília, 27 líderes das religiões católica e evangélica. O objetivo do encontro foi desmentir os boatos que, nos últimos dias, levaram à migração de votos de eleitores cristãos para seus adversários.

 

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Ao lado de nomes expressivos da Igreja Católica, como Gabriel Chalita (PSB), e da Igreja Evangélica, como o Pastor Manoel Ferreira (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), Dilma voltou a declarar que professa a fé católica e não defende o aborto. "A instituição Presidência da República é laica, mas eu, pessoalmente, sou católica", afirmou a candidata.

 

Nos últimos dias, intensificaram-se na internet e entre fiéis de igrejas católicas e evangélicas em todo o País boatos de que a petista seria favorável ao aborto e pretendia fechar templos. O mais devastador desses boatos, que se disseminou pela internet, atribuía a Dilma a declaração de que nem Jesus Cristo tiraria a vitória dela.

 

"Quero dizer, em especial, que lamento a campanha difamatória que fazem contra mim dizendo que estou utilizando o nome de Cristo pra falar que nem ele me derrotaria nas urnas. Isso é um absurdo, uma calúnia, uma vilania contra mim", afirmou Dilma. "Como cristã, jamais usaria o nome de Cristo em vão", arrematou. Nesse momento, foi aplaudida pelas lideranças religiosas que assistiram à coletiva.

 

Além de reafirmar sua posição contrária ao aborto, Dilma aproveitou para alfinetar a candidata do PV, Marina Silva, que está crescendo nas pesquisas e tirando votos da petista. No debate realizado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Marina declarou-se favorável a um plebiscito para discutir o aborto.

 

"Não sou a favor de plebiscito nesta questão porque acho que plebiscito divide este País. O que ganhar ou perder? Vai todo mundo perder, porque seja qual for o resultado, o outro lado não vai gostar".

 

Por fim, a candidata afirmou que se comprometeu com os líderes religiosos de que, se for eleita, o Executivo federal não vai enviar ao Congresso nenhum projeto de lei para mudar a legislação em vigor sobre o aborto.

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