Dilma reúne ministros e teme paralisação de votações no Congresso

Presidente se reuniu com ministros para avaliar a situação do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, preso pela PF nesta quarta

Tânia Monteiro e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2015 | 13h05

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff se reuniu na manhã desta quarta-feira, 25, com os seus principais ministros para avaliar a situação do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS). O senador foi preso pela Polícia Federal acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

A grande preocupação do Palácio do Planalto é que a prisão do senador petista paralise as votações que interessam ao governo no Congresso. A avaliação entre auxiliares palacianos é que a suspensão da sessão desta quarta que iria votar a alteração da meta fiscal é “compreensível”, mas que o episódio não pode interromper o trabalho dos parlamentares.

Entre os nomes que já estiveram no gabinete de Dilma está o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada. Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) também passaram por lá. À tarde, Dilma convocou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para uma reunião.

Para evitar o clima de paralisia, o governo decidiu anunciar ainda nesta quarta o nome que ocupará a liderança do governo no lugar de Delcídio. A ideia é que um dos vice-líderes ocupe o posto interinamente. Entre os cotados estão os senadores Hélio José (PSD-DF), Paulo Rocha (PT-PA), Wellington Fagundes (PR-MT) e Telmário Mota (PDT-RR).

Numa tentativa de passar ares de normalidade, Dilma optou por manter a agenda com a seleção feminina de handebol. O evento que seria aberto à imprensa, porém, se transformou em um encontro fechado no Planalto.

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