Dilma reúne comandantes militares e diz que eles ficam onde estão

Objetivo do encontro é acalmar os militares, que reagiram negativamente à escolha do ex-chanceler Celso Amorim, que assume na segunda-feira

Tânia Monteiro/BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2011 | 11h13

Para acalmar os militares, que na quinta-feira, 4, reagiram negativamente à escolha do ex-chanceler Celso Amorim para o Ministério da Defesa no lugar do demitido Nelson Jobim, a presidente Dilma Rousseff reuniu nesta sexta-feira, 5, cedo, no Palácio da Alvorada, os comandantes militares. Ela garantiu aos três chefes das Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica - e mais ao chefe do Estado Maior Conjunto, general José Carlos De Nardi, que o novo ministro não vai fazer mudanças nos Comandos Militares. Amorim assume o cargo na segunda-feira, 8.

 

O Estado apurou que a presidente Dilma pediu aos comandantes que "mantenham a normalidade institucional". O almirante Moura Neto é o comandante da Marinha; o chefe da Aeronáutica é o brigadeiro Juniti Saito; a força terrestre, o Exército, tem como comandante o general Enzo Peri.

 

Os comandantes deixaram o Alvorada com um discurso institucional e profissional. No diálogo com a presidente eles disseram que estão a serviço do Estado e que nãos ervem a pessoas. Disseram, ainda, que as Forças Armadas têm as missões definidas pela Constituição. "Nosso dever é constitucional", resumiu um dos comandantes.

 

Os três comandantes já estão à frente das três Forças no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois da reunião no Alvorada, a presidente embarcou na Base Aérea de Brasília, por volta de 9h30, para uma viagem à Bahia e a Pernambuco.

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