Dilma repudia associação de denuncias à sua campanha

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, voltou a defender no final da tarde de hoje uma investigação rigorosa sobre as denúncias contra a sua ex-sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra. Minutos antes de gravar uma passagem para o seu último programa do horário político, em Salvador, Dilma disse que "repudia" qualquer tentativa de associar as denúncias envolvendo Erenice e seus familiares à sua campanha.

ELIANA LIMA, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 18h55

"Eu sou a favor de que se apure com rigor todas as acusações, mas é preciso ter cuidado com acusações levianas, não só contra instituições, mas também contra pessoas", disse a candidata. Perguntada se ela considerava leviandade as denúncias que pesam contra Erenice, Dilma foi enfática: "A acusação a respeito da relação da minha campanha com qualquer evento desses não só é leviana como é infundada. Eu repudio isso", declarou.

Dilma negou também qualquer responsabilidade sobre a indicação de Erenice para o comando da Casa Civil, por ocasião da sua saída do cargo. Segundo ela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu que o critério para a sucessão dos ministérios seria escolher os secretários executivos. "Foi algo generalizado", disse. Ela afirmou que, diante da impossibilidade de garantias quanto à vulnerabilidade das pessoas, que as instituições sejam controladas com cada vez mais rigor.

Dilma reclamou ainda que a sua campanha teria sido prejudicada, pois foi acusada por três meses de ser a responsável pelo vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. "Antes de as pessoas acusarem e procurarem denegrir a imagem de quem quer que seja, os fatos têm que ser apurados", voltou a contestar.

Pôr do sol

A equipe responsável pelo programa da candidata petista escolheu o fim de tarde no Farol da Barra, na capital baiana, para gravar parte do seu último programa eleitoral. O local é conhecido pelo seu belo pôr do sol. Entretanto, uma nuvem cinza atrapalhou a candidata. Conforme a petista, a escolha deve-se ao fato de a Bahia representar o "início" do Brasil.

Ao final, Dilma distribuiu abraços, beijos e acenos, além de ter se disposto a fotografar com quem passava pelo local. Logo em seguida, retornou a Brasília.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.