Dilma repudia acusações da oposição ligando sua campanha a dossiês

Segundo a candidata petista à Presidência, para tentar disseminar o medo entre os eleitores, a oposição utiliza 'vários métodos'

Carol Pires / BRASÍLIA, Estadão.com.br

11 de agosto de 2010 | 17h20

Candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff disse, nesta quarta-feira, 11, que “repudia completamente” a insistência da oposição em investigar e polemizar sobre denúncias de que pessoas ligadas ao PT e à campanha dela teriam feito dossiês contra adversários políticos.     

 

“Eu repudio completamente esta tentativa de levantar este tipo de problema em campanha eleitoral”, disse Dilma, em entrevista coletiva, pouco antes de participar, em Brasília, do evento IV Brasil nos Trilhos, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). “Primeiro porque tenta embaralhar as questões. Depois porque eu também não vou me dispor a ficar levantando procedimentos indevidos em campanhas alheias no passado passadas”.

 

Dilma lembrou que na campanha de 2002, quando Lula venceu as eleições contra José Serra (PSDB), a atriz Regina Duarte foi a público dizer que tinha medo de que o petista fosse presidente do país. “Naquela época a esperança venceu o medo”, disse Dilma. Hoje, segundo a petista, para tentar disseminar o medo entre os eleitores são usados “vários métodos”.

 

“Falam: ah vazou isso, vazou aquilo. Se fosse verdade que essa campanha tivesse feito qualquer coisa inadequada, toda vez que entramos na Justiça e pedimos esclarecimento, os esclarecimentos e as provas das acusações tinham aparecido”, disse a candidata. “O que tem que ser muito criterioso é que não se acuse sem prova. Porque se não no final da campanha vai ter gente que vai passar pra historia das campanhas eleitorais como tendo feito calúnia”.

 

Na manhã desta quarta, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou requerimento que convida para depor Sérgio Rosa, o ex-presidente do fundo de pensão Previ, do Banco do Brasil,  e o ex-gerente de Planejamento do fundo de pensão Geraldo Santiago.

 

Os senadores da oposição pedem que ambos expliquem feita em matéria publicada esta semana pela revista Veja sobre a suposta "fábrica de dossiês" que teria sido montada nas dependências do fundo para espionar e constranger adversários políticos do governo petista.

 

Foi aprovado também outro requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) convidando para audiência pública na CCJ o corregedor-geral da Receita Federal, Antônio Carlos Costa D''Ávila Carvalho, para explicar o vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira.

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