Roberto Stuckert Filho/PR
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Dilma relembra crise dos EUA e diz que Brasil vai voltar a crescer

Ao lado de Barack Obama durante a coletiva de imprensa, presidente afirmou que País vai superar os problemas que afligem a economia brasileira

Tânia Monteiro, enviada especial e Cláudia Trevisan, correspondente, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 17h36

Washington - A presidente Dilma Rousseff declarou, em entrevista, ao lado do presidente norte-americano, Barack Obama, que assim como os Estados Unidos conseguiram vencer os efeitos da crise econômica de 2008, o Brasil vai fazer o mesmo, superando os problemas que se afligem hoje a economia brasileira. "Vamos voltar a crescer e assegurar todas as conquistas que tivemos nos últimos 12 anos", assegurou a presidente, que aproveitou boa parte da sua viagem para apresentar a investidores norte-americanos que o Brasil é um país viável economicamente e que quer atrair investidores para os programas de logística que foram lançados, no início do mês.

Depois de saudar Obama por ter superado a crise de 2008 e citando que os EUA voltaram a crescer, Dilma lembrou que todos os países "passam por crises e dificuldades". Ela explicou que o fato deles enfrentarem estas "crises e dificuldades não pode implicar em que haja qualquer diminuição do papel de um país". Para ela, "um país só é, de fato, um grande país, se ele é capaz de superar as dificuldades", acrescentando que "isso vale para países, para pessoas, vale para tudo". A presidente citou que acredita que o "Brasil e os Estados Unidos têm muito em comum" , ao lembrar que os dois países que têm multidiversidade étnica e cultural, "talvez, um dos nossos grandes patrimônios".

Em sua declaração na Casa Branca, a presidente Dilma falou ainda do esforço brasileiro em fortalecer as políticas macro e microeconômicas, reduzindo o risco regulatório, de modo a atrair investidores. "Estamos ampliando oportunidades de investimento na infraestrutura e esperamos e agradecemos ao presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama pelo empenho na presença de investidores norte-americanos nesse processo", comentou.

A presidente ressaltou que o Brasil conta com a presença de investimentos norte-americanos no âmbito do Plano de Investimento em Logística (PIL), anunciado recentemente pelo governo e prevendo R$ 198,4 bilhões em investimentos. Dilma citou também "um leque de várias oportunidades e realizações" também na área da Defesa. Na declaração, Dilma informou ainda que ela e o presidente dos Estados Unidos, estabeleceram uma agenda bilateral "robusta" em áreas como comércio, tecnologia e inovação, além de ter reforçado diálogos em temas como meio ambiente e desenvolvimento. "Queremos ampliar e diversificar as trocas comerciais e dobrar a corrente de comércio em uma década", comentou. A presidente brasileira falou também da intenção de ampliar os fluxos entre os dois países, dado o potencial das duas economias e ressaltou que a recuperação econômica dos Estados Unidos é importante para as economias mundial e brasileira e que o objetivo das conversas entre os dois chefes de Estado é construir condições para relacionamento ambicioso entre os dois países. "No curto prazo, devemos reduzir burocracias, obstáculos não tarifários e outras restrições", apontou.

A presidente brasileira defendeu que a agenda prioritária entre os dois países estivesse centrada em dois temas: a convergência regulatória e a facilitação do comércio, por meio da harmonização de normas técnicas, por exemplo. Nesse sentido, Dilma citou a intenção de cooperação com escritórios de patentes dos EUA, já que eles têm impacto sobre investimentos para a incorporação tecnológica em produtos brasileiros.

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