Dilma rejeita relação entre pesquisas e alta de ações

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, refutou hoje a avaliação de que o crescimento do seu adversário, José Serra (PSDB), nas mais recentes pesquisas de intenções de voto tem sido bem avaliado pelo mercado financeiro. Na opinião da petista, a valorização das ações da Petrobras e dos bônus domésticos, verificada ontem no mercado financeiro, não pode ser relacionada ao desempenho do tucano nas pesquisas. "Acho que essa é a sua interpretação", disse, ao ser questionada por um repórter sobre o assunto. Hoje, as ações da estatal na Bolsa de Valores de São Paulo perderam valor: Petrobras PN caiu 0,64% e Petrobras ON recuou 1,99%.

ANNE WARTH, Agência Estado

15 de outubro de 2010 | 20h18

Dilma usou como exemplo a queda nas ações da Petrobras há poucos dias, que na avaliação do mercado financeiro foi justificada por boatos de que teria havido irregularidades no processo de capitalização da empresa. "Outro dia, o mercado fez uma interpretação que a Petrobras tinha caído porque tinha especulação", afirmou, lembrando que a oferta para capitalização da empresa foi de US$ 70 bilhões. "Esta é a valorização que importa porque US$ 70 bilhões é botar a mão no bolso, e não especular", disse.

Dilma também foi questionada sobre a avaliação do mercado de que Serra teria uma preocupação maior que a dela com o controle dos gastos fiscais. "Eu não sei qual é a leitura do mercado e eu não estou aqui para interpretar. Mas o que você acha do mercado real, que botou US$ 70 bilhões na Petrobras?", questionou.

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