Dilma rejeita 'ficha suja' em campanha petista

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse hoje considerar "absolutamente impossível" ter em sua campanha um político com ficha suja. Apesar de definir como "bastante consistente" o projeto de lei conhecido como "Ficha Limpa", proibindo a candidatura de quem for condenado pela Justiça, Dilma afirmou que a proposta não deve ter validade para a próxima disputa.

VERA ROSA, Agência Estado

14 Maio 2010 | 17h57

"Lamento que o projeto não possa ser aplicado nessa eleição", comentou a ex-ministra da Casa Civil. Aprovado pela Câmara na terça-feira, o texto seguiu para o Senado e deve ser examinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 19.

"Eu acho esse projeto importante", insistiu Dilma. "É absolutamente correto que um candidato acusado e condenado não possa se candidatar, naqueles termos aprovados pela Câmara, sem fazer prejulgamento das pessoas. Agora, é preciso ter cuidado. Estou falando de ficha comprovada."

A petista também foi questionada se aceitaria o apoio de quem não tem ficha limpa. "De maneira alguma. Eu acho absolutamente impossível uma coisa dessas acontecer", afirmou Dilma. "Uma vez que o candidato não tenha ficha limpa, está vedado a ele o direito de concorrer."

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