Dilma rejeita elo entre quebra de sigilo e pré-campanha

A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, disse hoje que considera uma "ilação" a tentativa de ligar integrantes da sua pré-campanha à quebra de sigilo fiscal de tucanos e familiares do candidato do PSDB, José Serra. "Não há, nos depoimentos à Polícia Federal (PF), nenhuma ilação que permita essa conclusão", argumentou.

ANNE WARTH, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 20h03

Em entrevista coletiva concedida no heliponto de uma empresa na cidade de Ferraz de Vasconcelos (SP), Dilma enfatizou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. trabalhava para o jornal Estado de Minas na época da quebra dos sigilos e citou depoimento dele à PF, segundo o qual a coleta de informações se deu em episódio da disputa entre os então pré-candidatos tucanos à sucessão ao Palácio do Planalto, José Serra e Aécio Neves.

"Ele afirmou isso e a PF expressou isso. Esconder isso é de fato tentar colocar algo que a minha campanha vem negando desde o início. Nós não quebramos o sigilo fiscal de ninguém e não fizemos dossiê", declarou.

Dilma voltou a dizer que o episódio da violação de sigilos ocorreu entre setembro e novembro de 2009 e que sua pré-candidatura só foi lançada em março deste ano. "Não é possível, a partir de outubro, dar um salto mortal para março. O crime é a quebra de sigilo", afirmou.

Sem citar nomes, a petista sugeriu que as perguntas sobre o assunto fossem feitas a outras pessoas, em referência indireta a Serra e a Aécio. "Não vou acusar ninguém porque não é de meu feitio. Acho isso uma baixaria", afirmou. "Qualquer tentativa de colocar isso na minha campanha é uma injustiça, uma tentativa de criar um fato eleitoral e uma absoluta má-fé. Repudio integralmente."

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