Dilma reitera ser contrária ao controle social da mídia

A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, voltou a descartar hoje que seja favorável ao controle social dos meios de comunicação. "Particularmente, eu acho que em qualquer segmento não se trata de controle social, mas de controle público. E isso existe hoje no Brasil, como por exemplo o marco regulatório no setor de petróleo e de energia elétrica", disse Dilma, em campanha na cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

GUSTAVO PORTO, Agência Estado

08 Julho 2010 | 13h27

Indagada sobre a polêmica causada pelo fato de o PT ter entregue na segunda-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documento aprovado pelo Congresso da sigla com medidas polêmicas, como o controle social da mídia e a taxação de grandes fortunas, e não o programa de sua candidatura, Dilma respondeu: "A questão do registro do programa de campanha está esclarecida."

O texto encaminhado na segunda-feira ao TSE não correspondia ao programa de governo da candidata do partido. Ao perceber o equívoco, a sigla entregou à Corte, no mesmo dia, o texto correto, que corrige alguns tópicos, mas contém críticas aos meios de comunicação. "(Eles) são pouco afeitos à qualidade, ao pluralismo e ao debate democrático", diz o trecho. Porém, a candidata destacou: "Nós somos a favor da expansão da internet banda larga e da multiplicação de todos os veículos de comunicação de mídia."

Na noite de ontem, em uma jantar com empresários e políticos na cidade do interior paulista, a petista elogiou o aumento do acesso da população à informação durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, bem como o aumento da liberdade de imprensa, nos últimos anos. Depois da agenda em São José dos Rio Preto, Dilma seguiu para a cidade de Bauru (SP), onde fará campanha.

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