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Dilma reiteira ser contra terceirização de atividade-fim em vídeo

Nas redes sociais, presidente repetiu fala feita a sindicalistas; discurso também faz aceno às empresas

O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2015 | 12h49


Em novo vídeo postado nesta sexta-feira, 1º, nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff reiterou o que havia dito um dia antes, em reunião com as centrais sindicais, e defendeu uma "diferenciação entre atividades-fim e meio nos vários setores produtivos" na discussão sobre regularizar a mão de obra terceirizada. A opinião diverge do teor do texto aprovado pela Câmara, e enviado ao Senado, pelo qual as empresas poderiam terceirizar empregados em qualquer tipo de função.

Hoje, as companhias subcontratam outras empresas para as chamadas atividades-meio, como a limpeza ou a segurança de suas unidades, mas têm contratos diretos com os funcionários que desempenham as atividades principais - por exemplo, quem trabalha na linha de produção de um automóvel numa montadora. As empresas defendem a extensão da terceirização a todas as atividades, enquanto parte das centrais sindicais, como a CUT, rejeita a medida.

"Sei que é importante regulamentar o trabalho terceirizado no Brasil, para que 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados tenham proteção no emprego, direitos trabalhistas e previdenciários e garantia de um salário digno", afirmou Dilma no vídeo, ao mesmo tempo em que também fez um aceno às empresas. "Regulamentar significa maior segurança para o empregador."

No fim da gravação de 1 minuto e 4 segundos - o segundo da série que o Planalto decidiu postar nas redes sociais, após Dilma desistir de fazer pronunciamento em cadeia de rádio e TV -, a presidente afirmou que o governo tem o "compromisso de manter direitos e garantias dos trabalhadores".

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