Dilma reduzirá visitas ao NE até as eleições

Candidata garantiu só mais duas visitas à região, onde tem mais que o triplo das intenções de voto que José Serra

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

30 de agosto de 2010 | 14h31

BRASÍLIA - Definida a estratégia de priorizar as regiões Sudeste e Sul, onde se concentra a maior parte do eleitorado, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deve visitar apenas mais dois Estados do Nordeste e um do Norte até o dia da eleição. Pesquisa Ibope divulgada no último sábado mostrou que a petista tem mais que o triplo de intenção de votos que seu principal adversário, José Serra (PSDB), no Nordeste (66% a 20%).

 

O roteiro da campanha prevê visitas aos Estados mais populosos das duas regiões. No início de setembro, ela vai ao Ceará, terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste (5,8 milhões de eleitores). Na semana passada, Dilma participou de comícios na Bahia - maior eleitorado da Região, com 9,5 milhões pessoas - e em Pernambuco, segundo maior colégio eleitoral (6 milhões).

 

No Ceará, Dilma vai pedir votos para o governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, e vai dividir o palanque com o irmão dele, deputado Ciro Gomes, afastado da disputa presidencial para que o PSB apoiasse a candidatura da petista. Ela ainda vai a Sergipe, Estado com pouco mais de um milhão de eleitores, mas que é o berço político do presidente do PT, José Eduardo Dutra. O dirigente petista quer prestigiar o petista Marcelo Déda, que tenta se reeleger ao governo ainda no primeiro turno.

 

Na Região Norte, Dilma e Lula vão ao Pará, reforçar a campanha da governadora petista Ana Júlia, que enfrenta uma dura disputa pela reeleição com o ex-governador tucano Simão Jatene. Eles não farão uma escala no vizinho Amazonas, embora fosse desejo de Lula pedir votos aos candidatos ao Senado: o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) e a deputada Vanessa Graziotin (PCdoB).

 

Braga e Graziotin disputam uma vaga com o senador Arthur Virgílio (PSDB) - um dos líderes mais combativos da oposição, que Lula gostaria de não ver reeleito. Entretanto, Lula e Dilma abortaram a visita ao Amazonas para não acirrar os ânimos entre os dois candidatos de partidos aliados que concorrem ao governo: Omar Aziz, que tem o apoio do PMDB de Braga, e o candidato do PR, o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. O PR foi a primeira sigla a oficializar o apoio à candidatura de Dilma.

 

Nesta semana, a ofensiva petista mira a Região Sul. Lula e Dilma vão ao Paraná e ao Rio Grande do Sul. Mas, com ampla vantagem nas pesquisas, a candidata do PT deve tirar o sábado e domingo para ficar com a filha Paula. Ela deve dar à luz ao primeiro neto de Dilma nos próximos dias.

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