Dilma: redução da dívida permitirá queda dos juros

No primeiro evento da campanha para o segundo turno da eleição presidencial, a candidata do PT, Dilma Rousseff, acenou com uma política de redução dos juros básicos da economia caso saia vitoriosa da votação de 31 de outubro. Segundo ela, a queda dos juros será a consequência natural de medidas como a redução do endividamento público e a efetivação de uma reforma tributária.

ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

06 de outubro de 2010 | 17h54

Essa reforma foi uma das bandeiras das duas gestões do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não foi concretizada. Dilma já declarou em campanha, algumas vezes, que considera a reforma tributária mais importante do que a política.

Em entrevista coletiva dada na Baixada Fluminense, a candidata lembrou a mudança da relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) alcançada pelo atual governo. "Vamos ter que aumentar a competitividade da indústria brasileira. Tanto através de uma reforma tributária, quanto de um processo de melhoria do endividamento público", disse.

"A gente partiu, quando chegou ao governo, de (uma relação de) 60% de dívida pública. Hoje nós já chegamos a 40% (dívida/PIB). Isso vai permitir que a gente reduza os juros", completou.

IOF

Questões como política cambial e a recente iniciativa do governo de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos investimentos financeiros em renda fixa também foram abordados por Dilma, embora rapidamente.

Segundo ela, com a redução dos juros "o câmbio também vai melhorar". "Mas é necessário esse processo de redução (dos juros). Acho que o IOF sempre foi uma das medidas também para impedir mais a especulação do que qualquer outra coisa", disse ela, ao ser indagada sobre as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Eu considero que o ajuste fiscal não tem uma relação direta com o câmbio. A questão do câmbio diz respeito, no caso dos Estados Unidos e dos países desenvolvidos, ao fato de eles estarem numa crise profunda. Essa crise profunda não vai ser resolvida por ajuste fiscal", afirmou, acrescentando que o caminho a ser seguido pelo Brasil é o do aumento da competitividade industrial.

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