Kote Rodrigo/Efe
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Dilma recorrerá à ONU por medidas contra invasão de privacidade

Depois de encontro com Obama na Rússia, presidente afirma que vai propor 'nova governança' em razão das denúncias de espionagem; governo dos EUA prometeu explicações até a próxima semana

Atualizado às 09h42, O Estado de S. Paulo

06 de setembro de 2013 | 08h53

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira, 6, que levará à ONU propostas por uma "nova governança contra invasão de privacidade". A reação ocorre depois das denúncias de que o governo dos EUA teria monitorado conversas entre Dilma e seus assessores. Nesta quinta, 5, a presidente ouviu do presidente Barack Obama a promessa de responder ao governo brasileiro até quarta-feira, 11.

A reunião entre a presidente e Obama ocorreu em São Petersburgo (Rússia), onde os líderes participam da reunião de cúpula do G-20, grupo de maiores economias do mundo. Segundo afirmou Dilma durante entrevista em São Petersburgo, o presidente norte-americano também "assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação" das denúncias. As declarações foram divulgadas por meio do Twitter do Blog do Planalto.

Durante a conversa, Obama assegurou que seu governo vai trabalhar para esclarecer as preocupações causadas, de acordo com Ben Rhodes, vice-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA. "Quero saber tudo o que há sobre o Brasil, tudo o que é feito com o Brasil", disse Dilma na entrevista desta sexta.

Após as revelações de que mensagens entre Dilma e seus assessores eram monitoradas pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), o governo brasileiro pediu explicações formais e por escrito aos EUA. No começo desta semana, Dilma cancelou o envio da equipe que embarcaria no próximo sábado para Washington para preparar sua visita de Estado em outubro. "A minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama", declarou Dilma nesta sexta.

Ficou combinado entre os dois presidentes que o novo ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e a conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Susan Rice, conversarão na próxima quarta-feira a respeito de providências sobre o assunto. / Colaborou Fernando Nakagawa, enviado especial a São Petersburgo

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