PHILIPPE HUGUEN/AFP
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Ao falar sobre crise, presidente diz que não é do tipo que ‘desiste’

Dilma Rousseff reiterou que momento atual é de ‘dificuldade econômica’, mas que não vai cruzar os braços, em evento no Sul

Carla Araújo e Valmar Hupsel Filho, enviado especial, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 13h08

LAGUNA E SÃO PAULO - Alvo de protesto de um grupo de cerca de 100 pessoas, segundo a Polícia Militar, a presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Santa Catarina, sem fazer referência direta ao delicado momento político pelo qual passa, que é preciso “humildade” para reconhecer que se passa por dificuldade, mas também é preciso “coragem e dignidade” para poder superá-las. 

Após dizer que o País passa por “dificuldades econômicas”, a presidente completou que não é do tipo de pessoa que “recua” diante dos problemas. “Mas eu quero dizer para vocês que tem gente que diante da dificuldade desiste, abaixa os braços, recua. Nós não somos esse tipo de gente. Nós enfrentamos as dificuldades”, disse arrancando aplausos do público que acompanhava de perto a cerimônia de inauguração da ponte Anita Garibaldi, em Laguna (SC). 

 

“É preciso humildade para reconhecer que se passa por dificuldade, mas também é preciso coragem e dignidade para poder superar as dificuldades”, acrescentou. Na cerimônia, a presidente estava acompanhada dos ministros Antonio Carlos Rodrigues (Transportes) e Manoel Dias (Trabalho), além do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do prefeito de Laguna, Everaldo dos Santos. 

Otimismo. Dilma usou a ponte, comemorada na região como importante instrumento de ligação entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, como metáfora para pedir união nesta atual fase de enfrentamento da crise política. “O que queremos no Brasil é que se construam pontes porque juntos somos capazes de superar todas as dificuldades”.

A presidente aproveitou ainda para mandar uma mensagem otimista . “E essa ponte faz parte dessa construção, da nossa capacidade de reagir. Pode ter certeza: o Brasil irá voltar a crescer, gerar cada vez mais pontes como essa, gerar empregos, contar com a sua população trabalhadora”, disse. 

O discurso ontem da presidente, entretanto, foi diversas vezes abafado pelo ruído de uma manifestação, embaixo da ponte, protagonizada por servidores do Judiciário federal em defesa da sanção do projeto que propõe reajuste para a categoria. 


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