Dilma reconhece necessidade de recursos para militares

Em meio à austeridade com que vem tratando pressões dos Poderes Legislativo e Judiciário por aumentos de gastos, a presidente Dilma Rousseff reconheceu, em discurso, que as Forças Armadas necessitam urgentemente de recursos para atualização tecnológica e para atender às novas exigências do País na área de defesa. Ao falar para os oficiais generais em almoço de confraternização, Dilma disse que "a sociedade brasileira reconhece as virtudes de lealdade, abnegação e patriotismo naqueles que dedicam a vida à defesa da soberania, da democracia e da integridade territorial do Brasil".

VANNILDO MENDES E RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

19 de dezembro de 2011 | 15h23

Do mesmo modo, acrescentou ela, "o Brasil também tem de reconhecer que esses homens e mulheres necessitam de recursos" enfatizou. "Não só aqueles (destinados) a equipamentos, mas também aqueles que garantam uma vida digna à família militar". Ela não detalhou, porém, os valores desses investimentos, nem os índices de reajuste salarial para a tropa. Ex-guerrilheira, Dilma foi recebida com honras militares e tratada com afeto por oficiais das três armas, no almoço organizado pelo Ministério da Defesa no Clube da Aeronáutica. Com alguns, ela quebrou o protocolo e trocou beijinhos.

A presidente destacou os feitos do seu primeiro ano de governo e disse que "o País ingressa num novo ciclo de desenvolvimento, em que o crescimento econômico se combina com a inclusão social de mais brasileiros". Isso, segundo ela, vai exigir do governo "uma grande preocupação com a nossa capacidade de manter as nossas indústrias - em especial a da defesa e também a nossa capacidade de incorporar ciência, tecnologia e inovação nos serviços e bens derivados".

A despeito da crise que assola os países desenvolvidos, "o Brasil crescerá em 2012", acrescentou a presidente. Dilma citou que até outubro foram criados 2,2 milhões de empregos formais. Destacou que a inflação está sob controle e o país avançou no esforço de consolidação fiscal, com uma política monetária que permite margem de manobra. "Temos atraído volumes recordes de investimentos diretos externos e nossas reservas internacionais ultrapassam os US$ 350 bilhões", observou. "Temos também um colchão de liquidez sob a forma de depósitos compulsórios do BC em torno de R$ 430 bilhões", disse.

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