André Dusek
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Dilma recebeu Collor por mais de duas horas no Alvorada na sexta-feira

Abertura da presidente afastada a parlamentares na reta final do impeachment faz parte de uma estratégia para tentar reverter votos a seu favor

Carla Araújo, Rachel Gamarski, Murilo Rodrigues Alves e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2016 | 16h01

BRASÍLIA - A presidente afastada Dilma Rousseff recebeu na tarde da sexta-feira, 26, por mais de duas horas, uma visita do senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), no Palácio da Alvorada. A conversa foi reservada e, segundo pessoas próxima a Dilma, solicitada pelo senador. A abertura de Dilma a parlamentares na reta final do impeachment faz parte de uma estratégia para tentar reverter votos a seu favor.

Collor, que sofreu um processo de impeachment, não anunciou claramente o seu voto durante a sessão que decidiu pelo prosseguimento do processo de afastamento de Dilma Rousseff. Por outro lado, o senador não poupou críticas ao governo petista. Na ocasião, Collor comparou o processo de Dilma com o seu, em 1992, e defendeu que a chefe do executivo é a responsável por improbidades administrativas e deve responder por crime de responsabilidade.

Segundo um interlocutor de Dilma, a conversa com o senador aconteceu no mesmo momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunia com o senador e ex-ministro de seu governo e de Dilma, Edison Lobão (PMDB-MA). Ele já votou contra a presidente afastada, mas agora diz estar indeciso. Lula desembarcou em Brasília para também tentar conquistar votos contra o impeachment.

O PT tenta ainda tenta atrair os senadores João Alberto (PMDB-MA) - que havia se posicionado a favor de Dilma, mas na última sessão foi contra - e Roberto Rocha (PSB-MA). A ordem da cúpula petista é atender às reivindicações de todos nas disputas municipais, mesmo que para isso seja necessário mudar parceiros nas alianças.

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