Dilma rebate economista e garante que bancos não temem vitória do PT

Em Paris, candidata respondeu a críticas de especialista do IIF que apontou riscos da eleição

15 de junho de 2010 | 11h01

PARIS - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, respondeu nesta terça-feira, 15, às críticas do Instituto Internacional de Finanças (IIF), feitas nessa semana, em Viena, na Áustria, e assegurou que os bancos internacionais não temem sua eleição ao Palácio do Planalto. A garantia foi dada em Paris, onde a ex-ministra começou a primeira etapa de sua turnê pela Europa. Dilma se encontrará com chefes de Estado e de governo da França, Espanha e Portugal. Segundo o IIF, a eleição da petista traria maior risco de derrapagem macroeconômica, poucas reformas estruturais e dificuldades de aumentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

 

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A análise foi feita pelo economista Frederick Jaspersen, que representou o IIF - organismo que congrega os grandes bancos estrangeiros - em um evento realizado na semana passada, na Áustria. Segundo o jornal Valor Econômico, Jaspersen afirmou que um eventual governo Dilma tenderia ao aumento dos gastos públicos, ao relaxamento do controle da inflação e à alta dos juros. Além disso, a petista enfatizaria a política industrial centrada nas empresas estatais e deixaria as agências regulatórias à mercê das pressões políticas.

 

Em contrapartida, o economista afirmou que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endureceria o controle fiscal e reduziria os juros, o que resultaria na desvalorização do Real.

A palestra aos banqueiros foi realizada no Palácio Imperial Hofburg, em Viena, na Áustria, e foi assistida por diretores-presidentes das maiores instituições financeiras do mundo, entre as quais o Itaú Unibanco, representado por seu presidente, Roberto Setúbal, vice-presidente do IIF.

 

Nasta terça-feira, Dilma fez questão de responder às críticas ao ser questionada sobre o tema. "Não acredito que seja a opinião dos bancos internacionais", ponderou, classificando a opinião de "leviana". "Era de um economista, um assessor." Dilma ainda enfatizou: "Duvido muito que uma instituição que congregue bancos iria assumir uma posição tão precipitada e superficial como essa". Segundo a candidata petista, as críticas de Jaspersen não representam a posição do IIF, mas sim uma opinião pessoal. "Não acredito que a associação de bancos internacionais falaria isso."

 

A candidata reforçou ainda o compromisso de seu programa de governo com a estabilidade e o crescimento econômico, que segundo ela foram alcançados no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "Eles (os banqueiros) têm clareza de que nós vamos manter a estabilidade, porque foi com a estabilidade que a gente cresceu."

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