Dilma rebate críticas e defende obras emergenciais

Em discurso durante visita às obras do canal Acauã-Araçagi, em Itatuba, Paraíba, a presidente Dilma Rousseff rebateu os críticos do governo que atacam as obras emergenciais de combate às secas no lugar de obras estruturantes. "Aqueles que dizem que não fazemos obras estruturantes e só fazemos obras emergenciais estão errados. Nós fazemos obras estruturantes, sim", afirmou a presidente. Para Dilma, as obras emergenciais são necessárias em casos excepcionais porque seu governo tem "responsabilidade para com o povo". "Fazemos obra emergencial, sim", emendou.

DAIENE CARDOSO E GUSTAVO PORTO, Agência Estado

04 de março de 2013 | 18h19

A presidente enfatizou que conhece o grave problema que o semiárido enfrenta na Paraíba e no Nordeste e que por isso o governo vai investir quase R$ 1 bilhão no canal Acauã-Araçagi. "Essa é uma obra que vai ocorrer de forma acelerada e vai beneficiar milhares e milhares de famílias", garantiu. Dilma disse também que é preciso fazer no Nordeste "muito mais do que em outros lugares". "Durante muito tempo o Nordeste ficou esquecido", justificou.

Lembrando os benefícios dos programas Bolsa-Estiagem e o Garantia-Safra, ela prometeu manter a ajuda do Exército com caminhões-pipa enquanto a questão do abastecimento de água não for solucionado. "Queremos que aqui tenha obras estruturantes, mas enquanto elas não ficam prontas, vamos garantir carros-pipa", afirmou. Segundo Dilma, outros programas, como o Brasil Carinhoso, também ajudam no combate à seca. "O Brasil Carinhoso funcionou como rede de proteção para a população nordestina enfrentar a seca de cabeça erguida", completou.

Mais cedo, em João Pessoa, durante a cerimônia de entrega de 576 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida e de 22 máquinas retroescavadeiras a municípios da Paraíba, Dilma elogiou as parcerias com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e com o prefeito Luciano Cartaxo (PT) e ressaltou que procura agir de forma republicana, sem "perseguir" quem não é de seu partido ou de sua aliança.

"Nós podemos disputar eleição, nós podemos brigar na eleição, nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição. Agora, quando a gente está no exercício do mandato, nós temos que nos respeitar porque fomos eleitos pelo voto direto do povo brasileiro", afirmou em João Pessoa.

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