Dilma rebate críticas do Banco Mundial ao trem-bala

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, rebateu as críticas de relatório recente do Banco Mundial (Bird) à construção de trens de alta velocidade (TAV) em países emergentes. As declarações foram feitas nesta tarde, no evento Brasil sobre Trilhos, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), em Brasília.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

11 de agosto de 2010 | 18h03

Ao discursar para representantes do setor ferroviário, Dilma ressaltou que o governo federal contratou três consultores do Banco Mundial para elaborar um estudo sobre a viabilidade da construção do trem-bala no Brasil, ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP).

Segundo ela, os três foram unânimes em apontar a viabilidade da iniciativa, destacando dois fatores: a densidade populacional do trecho alcançado pelo trem-bala e o PIB integrado dos dois Estados. Ela atentou, ainda, para a possibilidade de que o TAV substitua o transporte aéreo na região, como ocorreu, segundo ela, com o trem-bala Paris-Bruxelas e os modelos implantados no Japão e na China.

Ela acrescentou que o projeto do TAV brasileiro visa, também, à transferência de tecnologia. Ela defendeu a criação do Instituto Ferroviário do Brasil, que faria a integração entre os setores público, privado e as universidades para desenvolver tecnologia para o setor ferroviário. "Um país que tem as nossas reservas de minério de ferro não pode continuar dependente da importação de tecnologia, não podemos continuar importando trilhos", concluiu.

Dilma afirmou que, se for eleita, dará continuidade à política de expansão da malha ferroviária conduzida pelo governo Lula e defendeu que o transporte de cargas pesadas (como minério de ferro, soja e grãos) feito por rodovias seja substituído pelas ferrovias.

Ela prometeu concluir o trecho sul da Ferrovia Transnordestina, que chegará ao final do governo Lula com a licitação concluída. Segundo Dilma, foram construídos 356 quilômetros da Transnordestina no atual governo e o trecho que vai de Palmas, no Tocantins, até Anápolis, em Goiás, será concluído até o fim do ano.

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