Dilma rebate Aécio na véspera de viagem a Minas

Na véspera de mais uma visitaà terra do senador mineiro, presidente defende andamento das obras de transposição do rio São Francisco, alvo de críticas do tucano

Agência Estado

22 de outubro de 2013 | 13h53

Brasília - Em mais um gesto claro de que está em plena campanha eleitoral e que não vai deixar ataques da oposição sem resposta, a presidente Dilma Rousseff aproveitou sua coluna semanal que é enviada todas as terças-feiras a jornais do interior do país para rebater crítica feita pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos seus prováveis adversários nas eleições de 2014.

Aécio usou seu programa eleitoral tucano exibido na TV e no rádio, na semana passada, para mostrar obras paralisadas da transposição do São Francisco, em Mauriti, no Ceará. Sem citar o nome do senador tucano, a presidente defendeu o andamento da obra, na véspera de mais uma viagem a Minas Gerais, terra de Aécio.

"As obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco estão em pleno andamento, com mais de 6.500 trabalhadores em seus canteiros e mais de 1.800 equipamentos em atividade", afirmou a presidente. Era uma resposta a uma carta enviada ao Planalto - e selecionada pela Secretaria de Imprensa da Presidência - pelo mineiro Dárcio Alexandre, faturista em Belo Horizonte, que perguntou "a quantas andam as obras de transposição do Rio São Francisco".

Dilma citou que, em quatro trechos do empreendimento, as construtoras estão trabalhando 24 horas por dia: São José de Piranhas (PB), Salgueiro (PE), Cabrobó (PE) e Jati (CE) e que "a obra será concluída em 2015, mas já em 2014 teremos os primeiros 100 quilômetros concluídos em cada eixo do empreendimento, o Norte e o Leste".

A presidente foi obrigada a reconhecer que existem paralisações nas obras de transposição. "Mesmo quando houve paralisação em algum trecho, nos outros os trabalhos continuaram", disse Dilma, acrescentando que, "nos trechos com problemas, contratos foram renegociados, empresas foram trocadas e o ritmo das obras já se intensificou".

Dilma emendou acentuando que as obras do São Francisco "nunca foram interrompidas, sempre contaram com mais de 3 mil trabalhadores em seus canteiros" e que "nos últimos meses, dez novas ordens de serviço foram emitidas para a expansão da obra nos dois canais e foram contratados mais 2 mil trabalhadores".

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