Dilma reage às críticas recebidas ao corte orçamentário

A presidente Dilma Rousseff reagiu hoje, em Salvador, às críticas recebidas ao corte de R$ 50 bilhões no Orçamento e disse que fará de tudo para manter a inflação sob controle e acelerar o crescimento econômico. "Nós não teremos contemplação com a inflação", insistiu ela. "A inflação é como um câncer, que corrói o tecido econômico e social", acrescentou.

VERA ROSA, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

01 de março de 2011 | 20h27

Ao participar da cerimônia de anúncio do Terminal de Regaseificação da Bahia, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que terá recursos de US$ 706 milhões, Dilma disse não ver contradição entre os investimentos programados e a tesourada nos gastos. A uma plateia composta por empresários e políticos, ela lembrou que, na próxima quinta-feira, anunciará até mesmo a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento.

"Não é contradição com o nosso corte de despesas. Nós estamos cortando o custeio administrativo, não estamos cortando os investimentos", afirmou a presidente. Em nenhum momento de seu discurso Dilma mencionou o programa Minha Casa, Minha Vida, que sofreu corte de R$ 5,1 bilhões.

Mesmo sem se referir explicitamente às estocadas da oposição, Dilma não deixou dúvidas sobre quem estava se referindo ao mencionar o ajuste nas contas públicas, chamado pelo governo de "consolidação fiscal". "O meu governo não vai parar de investir. Vamos controlar os gastos, mas não parar de investir nem para fazer com que o País pare de crescer", insistiu a presidente. "Estamos controlando os gastos públicos para que o País cresça mais, com mais qualidade e de forma mais acelerada".

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