Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Dilma quer que Brasil seja, 'no mínimo, país de classe média'

Presidente se diz empenhada em criar oportunidades iguais para todos os brasileiros

Sandra Manfrini e Luci Ribeiro, da Agência Estado

08 de novembro de 2012 | 14h04

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, 7, estar determinada a melhorar as condições de renda dos brasileiros para transformar o Brasil no que chamou de "ao menos um País de classe média". A declaração foi feita durante o evento de lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, realizado no Palácio do Planalto, durante o qual a presidente mostrou-se visivelmente emocionada.

 

"O que quero é construir um País que seja, no mínimo, um País de classe média", disse Dilma, destacando que a desigualdade de renda se mostra, muitas vezes, "de forma perversa". "O que queremos é um País de oportunidades e igualdade de oportunidades", disse.

 

A presidente ainda afirmou que é necessário garantir acesso às mesmas oportunidades, independente da origem social, do gênero ou da raça do indivíduo. "Basta que seja brasileiro ou brasileira, a igualdade de oportunidade tem que ser garantida", disse ela, ressaltando que o Brasil precisa garantir condições de promover a mobilidade social, mas com capacidade de criar a ciência, tecnologia e inovação. "É um país que está vivo e dinâmico".

 

Dilma se emocionou ao se referir à importância da educação como base sólida para o desenvolvimento efetivo do Brasil. "Nós não podemos ficar insensíveis à situação das crianças não alfabetizadas. O que está em jogo é o futuro do Brasil", disse a presidente, reforçando que a eficiência da educação infantil está na raiz do desenvolvimento do País.

 

"Não seremos um país que gera conhecimento, que respeita os seus cidadãos, sem alfabetização na idade certa", destacou a presidente. Segundo ela, o pacto lançado nesta quinta deve ser encarado de forma "obsessiva" e é uma "responsabilidade do Estado, da sociedade e da família".

 

A presidente destacou que todos os professores merecem respeito, "mas nenhum é mais importante que o professor alfabetizador". "Aos 360 mil profissionais que são diretamente responsáveis pela alfabetização das nossas crianças devemos prestar nosso reconhecimento".

 

Na opinião da presidente, há três fatores fundamentais para a formação educacional no País: alfabetização na idade certa, a oferta de creches e escola de boa qualidade e a educação em tempo integral. Segundo ela, dessa forma será possível promover "um verdadeiro salto na trajetória do nosso País". "Essa é uma maneira de dizer, usando o nosso hino, que amamos os filhos deste solo", encerrou. 

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