Ed Ferreira/AE
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Dilma quebra o silêncio e faz defesa veemente de Palocci

Um dia após PSDB acusar governo de favorecer cliente do ministro, presidente criticou a 'partidarização' do caso

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 12h40

BRASÍLIA - A presidente Dilma Roussef fez nesta quinta-feira, 26, uma defesa veemente do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, durante uma solenidade pública de assinatura de convênios para a construção de quadras esportivas em escolas, na qual Palocci estava presente.

 

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"Palocci está dando todas as explicações. Espero que essa questão não seja politizada como (foi) ontem (quarta-feira)", disse a presidente, numa referência à questão levantada pelo PSDB em torno da restituição do imposto de renda da empresa WTorre, para a qual o ministro Palocci prestou consultoria.

 

Dilma considerou o episódio "lastimável" e explicou que a Receita Federal demorou dois anos para fazer a restituição do imposto de renda à empresa e que uma decisão judicial determinou o pagamento.

 

"Não se trata de nenhuma manipulação. Lamento essa questão estar sendo politizada. O Palocci está dando todas as explicações", reafirmou Dilma, completando que o ministro continuará prestando todos os esclarecimentos sobre o aumento do seu patrimônio nos últimos anos.

 

Anti-homofobia. Mais cedo, a presidente também criticou e condenou o kit contra homofobia que está sendo veiculado e seria distribuído pelo Ministério da Educação.

 

"Não aceito propaganda de opções sexuais. Não podemos intervir na vida privada das pessoas", disse em cerimônia no Palácio do Planalto.

 

Dilma confirmou ter assistido a um dos vídeos e disse que não gostou do seu conteúdo. Ela afirmou que o governo defende a educação e a luta contra práticas homofóbicas.

 

Parlamentares da bancada evangélica ameaçavam endossar os pedidos da oposição para que Palocci seja ouvido no Congresso caso o governo não recuasse. Na quarta-feira, os parlamentares se encontraram com ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Na ocasião, Carvalho anunciou a suspensão e produção dos vídeos e cartilhas contra a homofobia.

 

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