Dilma promete usar recursos dos royalties na educação

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, em Campo Grande (MS), que o governo vai enviar uma nova proposta para uso dos recursos dos royalties na educação. O objetivo é que os recursos do pré-sal sejam usados exclusivamente nessa área. "Vamos insistir nisso, vamos teimar. O Brasil tem de destinar essa sua grande riqueza para ser gasta em educação."

BEATRIZ BULLA E RENAN CARREIRA, Agência Estado

29 Abril 2013 | 14h01

Dilma reiterou que o Brasil vem dando vários passos importantes. "Distribuímos renda, elevamos a classe média, tivemos várias ações no sentido de valorizar o trabalho", afirmou. "O Brasil evoluiu muito mas tem uma coisa que é crucial para darmos o salto que necessitamos pra nos transformar em um País de classe média e em uma nação desenvolvida", completou a presidente, dizendo que este "salto" só será dado por meio da educação.

"Se falarem para vocês que é só o PIB crescer, acreditem parcialmente. Se falarem que é importante que a gente descubra o petróleo do pré-sal, aumente a indústria, tudo isso vocês concordem parcialmente", afirmou Dilma, que emendou: "Tem uma coisa sem a qual não daremos nenhum salto: e essa coisa chama-se educação, educação e educação".

Interior

Dilma também disse que "o Brasil mudou". A presidente afirmou que, no passado, para um governante passar recursos a outro, ele tinha de ter a mesma visão política, o mesmo credo ou até a mesma "convicção futebolística" para poder passar recursos. Hoje, Dilma disse que o País passou a ter uma relação clara com Estados e municípios. "Respeitamos prefeitos e governadores porque todos fomos eleitos por voto popular."

A presidente fez as declarações durante a cerimônia de entrega de 300 ônibus escolares a 78 municípios de Mato Grosso do Sul, pelo programa Caminho da Escola. A presidente também disse que é importante dar atenção às localidades do interior do País e não só às zonas urbanas. Ela disse que o Estado é especial pois é um dos maiores produtores agrícolas do País. "Além de dar importância à zona urbana, que é geralmente a tendência nos demais Estados da Federação, nós temos de dar importância para o interior", afirmou.

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