Dilma promete priorizar políticas no Norte e Nordeste

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou que vai priorizar políticas sociais para as regiões Norte e Nordeste, que sofrem os maiores atrasos na área de infraestrutura e educação, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

08 de setembro de 2010 | 19h27

Segundo os dados da Pnad, o Brasil ainda tem 40% de domicílios sem rede de esgoto - quase a mesma porcentagem de 2008. As regiões Norte e Nordeste têm a menor quantidade de casas com saneamento. No Norte, são somente 555 mil domicílios e, no Nordeste, 5,2 milhões.

Coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até abril - quando se desincompatibilizou do cargo de ministra da Casa Civil para se dedicar à campanha -, Dilma responsabilizou o excesso de burocracia pelo ritmo lento de crescimento do acesso dos brasileiros aos itens de primeira necessidade, como o saneamento básico.

Segundo ela, uma obra de saneamento leva 65 meses (5 anos e meio) para ser concluída, cumprindo etapas como projeto executivo, projeto básico, licenciamento ambiental, até a construção. A candidata apontou a necessidade de acelerar esse prazo e a realização das obras em parceria com Estados e municípios.

Serra

A petista aproveitou para alfinetar o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ao afirmar que o Estado de São Paulo é um dos mais lentos na execução de projetos de saneamento em parceria com o governo federal. Serra governava o Estado até abril, quando renunciou ao cargo para concorrer ao Planalto. "Eles nos diziam que o tempo deles era diferente", disparou.

Na área da educação, Dilma lamentou os dados sobre analfabetismo e voltou a apontar a necessidade de elaborar políticas específicas para as regiões Norte e Nordeste. O Nordeste aparece na Pnad com a maior taxa de analfabetismo do País, com 18,7%, em 2009. Em segundo lugar, vem a Região Norte, com taxa de 10,6% de analfabetos.

A candidata ainda destacou o índice de 85,2% de escolarização entre adolescentes de 15 a 17 anos. Mas considerou baixo o número de crianças na creche com quatro anos de idade ou mais, que subiu para 74,8%. Ela reiterou a promessa de construir 6 mil creches em quatro anos para ampliar o acessos das crianças de zero a seis anos à escolarização.

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