Dilma promete criar empregos, mas não define meta

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, evitou hoje definir qualquer meta de criação de empregos caso eleita. Ao contrário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que antes de ser eleito prometeu criar 10 milhões de empregos caso assumisse o governo, Dilma se negou a definir um número, mas disse que, se eleita, dará "todas as condições" para repetir o feito de Lula, que pode terminar seu segundo mandato com a geração de 14 milhões de empregos formais.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

10 de agosto de 2010 | 19h55

"Eu quero dizer que nós vamos criar muitos empregos. O presidente disse que achava que precisava de 10 milhões de empregos. Agora, a gente pode dizer: o presidente errou. Ele conseguiu produzir 14 milhões de empregos com carteira assinada até o final deste ano. O que eu irei fazer é dar todas as condições para que isso se repita sistematicamente no Brasil", disse, durante visita ao Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte.

Segundo Dilma, é "simples" repetir o feito "através de alguns instrumentos que foram os que permitiram isso". Ela citou entre as iniciativas a expansão do crédito oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que, de acordo com a presidenciável, passou de R$ 400 bilhões, no fim do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, para R$ 1,4 trilhão. Citou também investimentos na construção civil e voltou a prometer que, se eleita, contratará 2 milhões de moradias por meio do Minha Casa, Minha Vida. "O Brasil não tinha política habitacional há mais de 25 anos. O pessoal do pessimismo, que é a nossa oposição, sempre acha que o Brasil pode menos", declarou.

Em entrevista à imprensa, Dilma também atacou promessas feitas por seu principal adversário, José Serra (PSDB), que afirmou que, caso seja eleito, pretende expandir o Bolsa Família. "Falar de eficiência sem mostrar o que já fez é muito fácil. Por que quando estava no governo do Estado de São Paulo reduziu os programas de transferência de renda, como o Renda Cidadã?", indagou, referindo-se a Serra. "Nós não começamos o Bolsa Família na época de vacas gordas. Nós começamos em época de vacas magras. Percebemos que a estabilidade e a inclusão social tinham que caminhar uma de mão dada com a outra", acrescentou.

Dilma foi à capital mineira para participar de comício na cidade ao lado de Lula e do candidato da base aliada do presidente ao governo do Estado, Hélio Costa (PMDB), que tem como vice o petista Patrus Ananias. Será o primeiro ato oficial de campanha com a participação do presidente no Estado, onde, segundo a última pesquisa Ibope encomendada pelo jornal O Estado de S.Paulo e pela Rede Globo com levantamento em Minas Gerais, divulgado em 1º de agosto, mostrou a petista 12 pontos percentuais à frente de Serra no Estado.

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