Dilma: processo desagregador destruiu indústria naval

A presidente Dilma Rousseff disse, nesta segunda-feira, que o País chegou a ser a segunda potência naval nos anos 1980, mas que "um processo extremamente desagregador" destruiu a indústria naval e reduziu o total de trabalhadores a dois mil.

RENAN CARREIRA, Agência Estado

20 de maio de 2013 | 14h29

A presidente deu as declarações durante cerimônia de entrega do navio Zumbi dos Palmares à Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), em Pernambuco. O governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), também participou do evento.

Dilma afirmou que quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito, em 2002, ele decidiu recriar a indústria naval. "A Graça Foster (presidente da Petrobras) e eu fomos providenciar que o Brasil tivesse indústria naval."

Ela ressaltou a preocupação do governo Lula em fazer navios no Brasil. "Caso contrário, a gente iria importar navios e exportar empregos. Uma das decisões mais importantes tomadas ainda durante o governo Lula foi a política de conteúdo local: produzir no Brasil o que era possível produzir no Brasil."

Dilma disse que hoje a indústria naval se espalhou pelo País. "Há polos na Bahia, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul. Hoje a indústria naval brasileira perpassa todos esses Estados e regiões e leva desenvolvimento e oportunidade para todas essas regiões."

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