Dilma prega 'novo ciclo para consolidar mudanças' no País

Confirmada candidata à reeleição, presidente rebate ataques da oposição e defende reformas política, urbana e dos serviços públicos

Ricardo Della Coletta, Ricardo Brito, Ricardo Galhardo e Vera Rosa, Agência Estado e O Estado de S. Paulo

21 Junho 2014 | 14h47

BRASÍLIA - Confirmada em convenção nacional do PT neste sábado, 21, como candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff defendeu que o Brasil precisa inaugurar um novo ciclo histórico de mudanças para "consolidar e aprofundar todas as conquistas" alcançadas nos governos do PT. "Esse novo ciclo pressupõe uma reforma dos serviços públicos, urbana e política", declarou, citando programas como o PAC, Pronatec, Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos como parte desse novo período, além de uma reestruturação do pacto federativo. "Desafios são muito amplos, mas tarefas são desafiadoras", afirmou.

Em seu discurso na convenção do PT, em Brasília, Dilma rebateu críticas da oposição e disse que nas administrações petistas a inflação se manteve entre os mais baixos da história. "Para avançar é necessário um Estado mínimo, como querem alguns. o Estado tem que ser moderno e eficiente".

A presidente afirmou ainda que não é verdade que os projetos de mobilidade feitos para a Copa do Mundo não são só para o mundial. "Tudo foi feito para o desenvolvimento do povo brasileiro". "Nós passamos a escolher onde a gente coloca o dinheiro público". Ela argumentou, ainda, que "nós geramos mais de 20 milhões de trabalhadores e de oportunidades", em relação Às administrações do PT no Palácio do Planalto.

Dilma também citou realizações do governo federal na área de saneamento básico - "nós optamos por enterrar o dinheiro" - e no abastecimento de água no Nordeste. Ao comentar obras de abastecimento de água, ela aproveitou para alfinetar o PSDB, que governa o Estado de São Paulo. "Estados ricos como São Paulo não fizeram o dever de casa".

A presidente agora oficializada como candidata também destacou que a aprovação do Marco Civil da Internet em seu governo foi "fundamental" para a democratização da rede e disse que outro programa importante na área é o "Banda Larga para Todos". "Internet propicia a participação cidadã, aquilo que muitos não querem. Por último, ela disse que nos serviços de saúde, apesar dos esforços do governo federal, precisam ainda de avanços e transformação.

Cabeça erguida. Dilma afirmou também que não agride adversários mas que não fica "de joelhos para ninguém". "Nunca fiz campanha com ódio, nem quando tentaram me destruir física e psicologicamente. Não agrido, mas também não fico de joelhos para ninguém", disse no seu discurso. 

Ainda em relação aos ataques vindos de seus rivais, Dilma disse que "não vai baixar a cabeça". "Quero dizer que não tenho rancor de ninguém. Também não vou baixar a cabeça", afirmou. 

No discurso que durou cerca de uma hora, a presidente fez vários ataques aos adversários sem citar nomes. 

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