Dilma prega aprofundamento da democracia em Angola

Em visita a Luanda, país governado por José Eduardo dos Santos há 32 anos, a presidente Dilma Roussef, em discurso feito na Assembleia Nacional, citou as eleições presidenciais que estão marcadas para serem realizadas em 2012 e falou em aprofundamento da democracia em Angola, apesar de o presidente José Eduardo dos Santos estar no cargo desde setembro de 1979.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

20 de outubro de 2011 | 18h19

A visita de Dilma a Angola foi realizada exatamente no mesmo dia da morte de Muamar Kadafi, que era o mais antigo ditador africano no poder. Agora, José Eduardo dos Santos, anfitrião de Dilma ao país, é o presidente mais antigo no poder no continente, ao lado do presidente da Guiné Equatorial Teodoro Nguema. Santos e Nguema têm apenas um ano a mais de poder do que o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, há 31 anos no cargo. O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, por sua vez, assumiu a presidência de seu país em 26 de Janeiro de 1986, e já completou 25 anos à frente da direção do País.

"Saúdo a recente aprovação na nova constituição angolana, conclusão de mais uma etapa do processo de consolidação e aprofundamento da democracia no país. É de grande importância, igualmente, o recente anúncio feito pelo senhor presidente de eleições presidenciais em 2012", disse a presidente Dilma, em seu discurso no Parlamento angolano.

"Nossa cooperação vem de longe: desde o heroico 11 de novembro de 1975, o Brasil tem dado sua contribuição ao esforço nacional de soberania, de desenvolvimento, de construção da democracia deste país. Queremos continuar nesse caminho", prosseguiu Dilma.

Ao visitar um país onde o presidente se perpetua no cargo, Dilma Rousseff segue passos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, ao longo de seus oito anos de mandato, manteve pelo menos quatro encontros com o ditador líbio Muamar Kadafi, a quem chamou de "amigo e irmão". Lula também esteve na Guiné Equatorial, em julho de 2010, governado por Teodoro Nguema, que está no cargo desde julho de 1979.

Tudo o que sabemos sobre:
DilmaAngolademocracia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.