Dilma põe Osmar Dias no BB e compensa apoio eleitoral do PDT

Anúncio do ex-senador pelo Paraná deve ser feito nesta quarta-feira; indicação também tenta prestigiar Estado, hoje comandado por tucano

João Domingos e Fabio Graner, de O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2011 | 11h17

BRASÍLIA - O governo bateu o martelo com o PDT para nomear o ex-senador pelo Paraná Osmar Dias para a vice-presidência de agronegócio do Banco do Brasil (BB), segundo confirmou uma fonte ao Estado. A vaga atualmente é ocupada pelo ex-ministro da Agricultura no final do primeiro governo Lula Luiz Carlos Guedes Pinto.

O anúncio da indicação deve ser feito ainda nesta quarta, 6, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participará de almoço com o conselho diretor do BB e cuja agenda prevê às 15 horas um comunicado do ministro à imprensa ainda na sede da instituição. A assessoria do ministro, no entanto, não divulgou o tema do comunicado. No processo de distribuição de cargos entre os partidos aliados, a vice-presidência de Agronegócios do BB é parte da negociação. Com a provável indicação de Dias para o cargo, o governo tenta prestigiar um político aliado de um Estado de economia com forte presença agrícola, que hoje é governado por Beto Richa, do PSDB, partido que lidera o bloco oposicionista no Brasil.

O governo também acaba por prestigiar o PDT, partido que ficou marcado no início do governo Dilma por despejar votos contra a proposta de aumento do salário mínimo para R$ 545, que foi vencedora no Congresso Nacional com apoio firme dos demais partidos da base aliada.

Apesar de a indicação de um político para ocupar um cargo importante no BB não ser bem vista dentro da instituição, o nome de Osmar Dias, que é engenheiro agrônomo, não chega a ser rejeitado. A avaliação é que pelo menos o ex-senador conhece bem a área agrícola - ele já foi, inclusive, secretário de agricultura do Estado do Paraná no passado.

Após a formalização da indicação ao BB, o nome de Dias precisará ser aprovado pelo Conselho de Administração do banco. Como o Tesouro Nacional é o acionista majoritário, no entanto, a votação é uma mera formalidade a ser cumprida, em reunião ordinária (prevista para daqui cerca de duas semanas) ou em uma extraordinária.

Colaborou Adriana Fernandes

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.