André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Dilma pode não ter a mesma sorte de Lula, diz 'The Economist'

Revista britânica compara mensalão às denúncias de esquema de propina na Petrobrás e diz que delação do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa pode afetar resultado eleitoral

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2014 | 12h49

A presidente Dilma Rousseff (PT) pode não ter a mesma sorte do ex-presidente Lula (PT), que saiu "ileso" do escândalo do mensalão, diz a revista britânica The Economist, em artigo publicado em sua edição online. A publicação compara o mensalão às denúncias de um esquema de propina na Petrobrás e diz que a delação do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa pode afetar o resultado das eleições.

"Lula teve um ano para sacudir a poeira, enquanto desta vez Dilma tem somente um mês até o dia do pleito", afirma The Economist, destacando que vencer Marina Silva (PSB) já era um forte desafio para a petista. O artigo aponta que o nome de Eduardo Campos também foi citado por Costa, mas argumenta que nenhum outro nome ligado ao PSB foi envolvido e que Marina é vista como uma pessoa "ética" pela maioria dos brasileiros.

A revista destaca que a delação de Costa precisará ser "cuidadosamente corroborada". "Mas a questão deve despertar memórias de deslizes do PT que a presidente vem tentando arduamente colocar para trás", diz a publicação. "Não ajuda a presidente o fato de que, se forem verdade, os desvios alegados na Petrobrás aconteceram debaixo do seu nariz, primeiro como ministra de Minas e Energia de Lula, depois como presidente do conselho administrativo da companhia."

Segundo The Economist, a campanha eleitoral, que já havia recomeçado do zero após a morte de Eduardo Campos, foi "sacudida" novamente.

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