Dilma pede votos para o PT em Salvador; PMDB protesta

Três dias depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ir a Salvador, para participar de um comício do candidato petista à prefeitura, Nelson Pelegrino, nesta segunda-feira (17) foi a vez de a presidente Dilma Rousseff aparecer na propaganda eleitoral do candidato para pedir votos.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

18 de setembro de 2012 | 17h33

Na fala, de um minuto, Dilma referendou o tema da campanha de Pelegrino - que afirma ser necessária a parceria com os governos estadual e federal (ambos a cargo do PT) para se fazer uma boa administração na cidade - e disse que eleger o candidato é uma "oportunidade histórica" para a população de Salvador, cidade que ainda não teve um petista no comando da prefeitura. Segundo o comando da campanha de Pelegrino, está sendo articulada uma visita da presidente à cidade, mas ela só deve ocorrer no segundo turno.

A presença de Dilma na campanha de Pelegrino desagradou o PMDB, que é oposição ao PT na Bahia, apesar de ser o principal aliado do PT nacionalmente, e tem candidato próprio na disputa, o radialista e ex-prefeito Mário Kertész. Nos bastidores, tão logo foi noticiado que Dilma havia gravado para a propaganda eleitoral de Pelegrino, na semana passada, houve quem apontasse "traição" e defendesse a retirada da candidatura de Kertész para o apoio da legenda à de ACM Neto (DEM), que lidera as pesquisas.

A tese foi prontamente derrubada pelas lideranças do partido na Bahia, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima e pelo próprio candidato. A legenda, porém, não descarta apoiar Neto em um eventual segundo turno contra Pelegrino. O quadro foi apontado pela pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira, com 39% de intenções de voto para o democrata, ante 27% para Pelegrino. Kertész aparece em terceiro, com 6%.

O ex-ministro da Integração Nacional Geddel e o deputado Lúcio não comentam a possibilidade - dizem que ainda há margem para que a candidatura do peemedebista cresça e leve o partido para o segundo turno. Nos bastidores, porém, comenta-se que PMDB e DEM já começaram conversas sobre o tema.

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