Dilma pede resposta na TV após sermão de padre

Por meio de representação direcionada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação "Para o Brasil Seguir Mudando" e sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, solicitaram direito de resposta contra a TV Canção Nova, no tempo de 15 minutos, em horário matutino. Na manhã de ontem, a emissora teria exibido, ao vivo, um sermão na qual um padre pediu aos fiéis que não votem na candidata no segundo turno das eleições.

JULIA BAPTISTA, Agência Estado

07 de outubro de 2010 | 15h53

Segundo a representação, no programa transmitido pela TV Canção Nova, o religioso emitiu opiniões ofensivas à candidata e ao PT, com afirmações de caráter difamatório e injurioso. "Dentre outras afirmações falsas e ofensivas, de cunho difamatório e calunioso, o referido padre afirma que o PT é a favor da interrupção de gestações indesejadas", esclarece.

A representação sustenta que a emissora não se limitou a emitir opinião contrária à coligação e à candidata, mas fez graves ofensas à honra e à reputação, "a ensejar a concessão de direito de resposta". Entre as supostas acusações estão a de que o País piorará se o PT e sua candidata ganharem as eleições e a de que o partido defende a prática de aborto.

O padre teria dito ainda que a candidata e o PT pretendem aprovar leis que cerceiem as liberdades de imprensa e religiosa, que ambos pretendem aprovar a celebração de casamento entre homossexuais e que eles têm a intenção de transformar a nação brasileira em nação comunista com terrorista.

Em todas elas, conforme a representação, o religioso afirma que poderia ser morto ou preso em virtude de suas afirmações, "em clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física".

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