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Dilma pede que sociedade repudie 'aqueles que só querem a catástrofe'

A declaração acontece dois dias depois de a agência de avaliação de riscos Standard & Poors retirar o grau de investimento do Brasil; o rebaixamento deu fôlego aos movimentos que defendem o impeachment da presidente. Ao longo de mais de meia hora de dis

Ricardo Galhardo, enviado especial, O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2015 | 18h18

Atualizado às 19h05

Teresina - A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira, 11, em encontro com representantes de movimentos sociais em Teresina (PI), que existem pessoas torcendo pelo "quanto pior, melhor" e que a população deve repudiar quem aposta na "catástrofe".

"Vivemos em uma democracia. Enfrentamos hoje um momento em que muita gente considera que quanto pior, melhor. Quanto pior, melhor para uma minoria. Quanto pior, pior para o conjunto da população. Nós devemos repudiar estes que querem sempre o desastre, sempre a catástrofe. Este é um país democrático que conquistou com muito esforço a democracia", disse Dilma.

A declaração acontece dois dias depois de a agência de avaliação de riscos Standard & Poors retirar o grau de investimento do Brasil. O rebaixamento deu fôlego aos movimentos que defendem o impeachment da presidente. 

Ao longo de mais de meia hora de discurso, Dilma falou várias vezes em democracia e repudiou manifestações de intolerância sem, no entanto, entrar em detalhes.

"Aqui somos pessoas democráticas. Este é um país democrático. Nós não podemos aceitar e nunca aceitamos a intolerância", afirmou a presidente. 

Acompanhada dos ministros Artur Chioro (Saúde) e Teresa Campelo (Combate à Fome), Dilma ouviu sugestões dos movimentos que participaram da etapa piauiense do Dialoga Brasil. 

Diante de pedidos por melhoria nos programas sociais do governo, Dilma, que vem enfrentando pressões para reduzir os benefícios em função do ajuste fiscal, disse considerar ações como o Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, Prouni, Pronatec. Fies e Bolsa Família "estratégicos" para o governo e reconheceu que é preciso aperfeiçoar algumas ações. 

Antes do evento ela recebeu homenagem de representantes de religiões de matriz africana que participam de um seminário nacional em Teresina. 

"Demos a ela contas de Logun Edé (orixá que representa a realeza no candomblé) e entoamos um cântico de Oxalá que diz que a paz é o melhor diálogo", disse a macota Célia Gonçalves, coordenadora nacional do Centro Nacional de Africanidade e Resistência afro-brasileira. 

Algumas pessoas gritaram "Dilma eu te amo" e uma delas chegou a subir ao palco para abraçar a presidente.

Já do lado de fora dois grupos distintos protestavam contra Dilma. Um deles, composto por cerca de 20 pessoas com um carro de som, pedia o impeachment de Dilma. Outro, formado por sindicalistas, chamava atenção para as greves nos Institutos Universidades Federais. Eles foram proibidos de entrar no local do evento.

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