DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Dilma pede que Governo de SP apure ações de PMs em plenária de apoio a Lula

'Como venho afirmando à imprensa, ações que constituam provocação, violência e vandalismo prestam enorme e preocupante desserviço ao Brasil', afirmou a presidente que também lembrou o ato de vandalismo na sede da UNE

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2016 | 14h21

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff ressaltou, em nota oficial publicada neste domingo, 13, a necessidade de o governo de São Paulo apurar "com rigor" as motivações para a ação de policiais armados durante uma plenária em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema, na sexta-feira à noite, 11. Classificou ainda como "intolerável" a ação de "vândalos" que no sábado, 12, atacaram a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo.

O episódio envolvendo o Sindicato dos Metalúrgicos também foi alvo de críticas do próprio ouvidor da Polícia Militar de São Paulo Júlio Cesar Neves, que classificou a abordagem policial como um “risco à democracia”. Neves comparou o episódio à época da ditadura militar (1964-1985) e disse que vai cobrar explicações da Secretaria de Segurança Pública.

Na visão da presidente, a ação na UNE além de "violenta", confunde o "debate político saudável e democrático" com a "disseminação do ódio". O gesto, para Dilma, foi de "intimidação gratuita e uma afronta à democracia". Ressaltou a necessidade de o evento ser repudiado por todos os que acreditam numa "nação livre e democrática".

"Como venho afirmando à imprensa, ações que constituam provocação, violência e vandalismo prestam enorme e preocupante desserviço ao Brasil. Lutamos por muitos anos para o restabelecimento da ordem democrática, para o funcionamento adequado das instituições e para o pleno exercício do direito à expressão e a manifestação política", destacou Dilma.

A presidente disse ainda que os mesmos princípios democráticos devem ser defendidos em relação ao episódio ocorrido na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. "Que os fatos sejam plenamente esclarecidos", concluiu, em nota. 

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