DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Dilma pedala, alonga e diz que não sente fome

Bem-humorada e animada pelos 15 quilos perdidos, Dilma conta que sempre gostou de andar de bicicleta, elogia a dieta e até cantarola

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2015 | 05h00

Em nova fase, na qual se preocupa muito com a forma física, a presidente Dilma Rousseff concordou em ser acompanhada pela reportagem do Estado na sua pedalada matinal, que começou às 6h51. Bem-humorada e animada por ter perdido mais de 15 quilos com a dieta Ravenna, que prossegue fazendo, a presidente recomendou que a repórter colocasse corretamente o seu capacete para começar o trajeto de cerca de seis quilômetros, que tem feito com frequência, nas proximidades do Alvorada, sua residência oficial.

Depois de contar que sempre gostou de andar de bicicleta, disse que voltou ao esporte há mais de um mês ora na rua, ora na Base Aérea de Brasília. Demonstrou incômodo com o fato de um carro acompanhá-la no percurso em local fechado, sugerindo que esta proteção seria importante na rua, já que pelo local passam carros e ônibus.

Às 7h31, Dilma regressou ao Alvorada. Como não tinha completado os 45 minutos previstos, decidiu dar voltas no jardim até totalizar o tempo. “Agora vamos fazer alongamento”, disse ela à repórter, sugerindo movimentos.

Durante o café da manhã, Dilma fez questão de elogiar a dieta, citando o quanto é motivadora pela rapidez no resultado. Atestou também que não sente fome. “É muita comida.” A presidente comeu banana colocada “por um minuto” no micro-ondas. Pediu café duas vezes e tomou um copo de whey protein, suplemento à base de proteína. Mas lamentou nunca mais ter comido pão de sal. “Eu adoro.”

Descontraída, cantarolou na conversa duas vezes. A primeira ao contar que, ao conceder entrevista a um jornal alemão e ser questionada sobre o 7 a 1 na semifinal da Copa, falou da “dor” da derrota. Respondeu: “Quero traduzir com uma música que diz: ‘ali onde eu chorei, qualquer um chorava, dar a volta por cima que eu dei quero ver quem dava’”. 

Depois, diante da insistência da repórter para que falasse sobre novos cortes para ajudar no ajuste, emendou: “Nãooooo digo. Não adianta vir com guaraná pra mim, porque é chocolate o que eu quero beber”. Dilma, que fez questão de comentar como gosta de ler jornal e revista em papel e de ter “o peso do livro na mão”, contou que está lendo três livros: Sobrados e Mucambos, de Gilberto Freyre; a biografia de Alexander Hamilton, primeiro secretário do Tesouro dos Estados Unidos; e a História da Literatura Brasileira, de Sílvio Romero.

Ao fim do encontro, ao retornar à garagem do Alvorada para pegar a bicicleta, a repórter foi informada pelo funcionário local que o pneu estava vazio e furado por um espinho. Foi-lhe oferecida então, uma carona até seu carro, que estava do lado de fora do palácio. 

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