Dilma olha vitrines, passeia por Paris e se irrita com repórteres

Petista queixa-se com a assessoria, alegando ficar constrangida por ser seguida por todos os lados

Andrei Netto e João Domingos/ENVIADOS ESPECIAIS - O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2010 | 00h03

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, reservou a parte da manhã da quinta-feira, 17, seu terceiro dia em Paris, para fazer um demorado passeio pela Avenida Champs Elysées, onde olhou vitrines das lojas mais famosas do mundo. Ao chegar à Galeria Arcades des Champs, entrou em uma farmácia e comprou uma escova de cabelos.

 

Dilma caminhou também pelos arredores do Arco do Triunfo, logo depois do fim da Champs Elysées, próximo a outras avenidas que confluem ali, como a Friedland e a Grande Armée. Ela vestia jeans e agasalho preto e calçava tênis branco. Em todos as aparições públicas da ex-ministra, ela exibiu um tipo de combinação de roupas diferentes.

 

À tarde, ao embarcar para Bruxelas, onde teve um encontro com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, usava um terno cinza, sapatos envernizados sem salto – os mesmos da visita ao Museu Jaquemart-André, na véspera – e lenço colorido.

 

Nos três dias em Paris, Dilma mostrou-se cada vez mais arredia com os jornalistas. Queixou-se com a assessoria, alegando que fica constrangida por ser seguida por todos os lados. Acha que isso incomoda as pessoas nas ruas.

 

Dessa forma, resolveu mudar a agenda e o itinerário, recusou-se a confirmar horários em que pegaria trens e aviões para Bruxelas, Madri e Lisboa e causou muita confusão na logística dos repórteres. Chegou a ser anunciado que ela anteciparia a viagem no trem-bala para Bruxelas, na quinta-feira, na tentativa de se livrar dos repórteres que haviam comprado passagem no horário informado por sua assessoria.

 

Dilma, no entanto, não conseguiu mudar os horários. Chegou à Estação Gare du Nord, de onde sai o trem-bala, meia hora antes do previsto. Reclamou do "assédio" dos repórteres e disse que eles exigiam entrevista o dia todo, além de tumultuar suas visitas, como a do museu, na quarta-feira. Propôs dar uma entrevista por dia, sem tumultos.

 

No trem, ela e quatro assessores, além do secretário-geral do PT, José Eduardo Martins Cardozo, tomaram um vagão na segunda classe. Nos 20 minutos finais da viagem de uma hora e vinte e sete minutos, Dilma dormiu tranquilamente, sentada na última poltrona do vagão 25.

 

Ela lembrou que o projeto do trem-bala entre o Rio de Janeiro e Campinas está indo adiante e, pelas informações de que dispõe, a licitação aguarda apenas um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU).

 

No hotel em que Dilma ficou todos esses dias – o Champs Elysées Plaza –, um cinco estrelas em que as diárias variam de 390 a 2,2 mil, os repórteres foram proibidos de entrar.

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