Dilma oficializa indicação de José Graziano para a FAO

Candidatura do ex-ministro para a agência de combate à fome da ONU foi lançada pelo ex-presidente Lula

estadão.com.br,

22 de janeiro de 2011 | 10h42

SÃO PAULO - O ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome José Graziano da Silva, de 51 anos, foi indicado oficialmente como representante brasileiro na disputa pela direção da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A eleição ocorrerá na próxima conferência da FAO, no período de 25 de julho a 2 de julho, em Roma, na Itália. Se eleito, Graziano exercerá um mandato de 2012 a 2015.

 

Agrônomo e professor universitário, Graziano foi o encarregado, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, de implantar o Programa Fome Zero, que pretendia ser o principal projeto de transferência de renda no Brasil. Em novembro do ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a intenção de indicar Graziano para o posto.

 

A presidente Dilma Rousseff determinou o encaminhamento da indicação. O governo brasileiro informou que o nome de Graziano preenche os requisitos fundamentais para desempenhar a função, como credenciais acadêmicas sólidas, o fato de ter sido ministro extraordinário para Segurança Alimentar e Combate à Fome, encarregado de implantar o programa Fome Zero e de ter ocupado a direção do Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.

 

De acordo com informações da Presidência da República, a plataforma de Graziano inclui a promoção do acesso universal à alimentação e à segurança nutricional através de esforços conjuntos com outras nações e organizações internacionais; o fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento rural; e a construção de processos inclusivos como parte das políticas da FAO.

 

Ainda segundo o governo brasileiro, os países do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e outras nações sul-americanas expressaram apoio ao nome de Graziano. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP, que inclui Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, além do Brasil) também deverá endossar a indicação brasileira.

 

Com informações da Agência Brasil

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