Dilma: obras do PAC em MG podem ser licitadas já

A presidente Dilma Rousseff exaltou a cidade de São João del-Rei (MG), onde anunciou, nesta terça-feira, 20, a liberação de R$ 1,6 bilhão para a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, chamando o município mineiro de "terra de notáveis".

GUSTAVO PORTO, Agência Estado

20 de agosto de 2013 | 13h26

Entre eles, Dilma citou o ex-presidente Tancredo Neves, avô do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu possível adversário na disputa eleitoral de 2014, o jornalista e escritor Otto Lara Resende, bem como duas mulheres: Nhá Chica, beata reconhecida pela Igreja Católica em fevereiro de 2013, e Barbara Heliodora, escritora considerada heroína da Inconfidência Mineira.

Dilma afirmou que irá "levar a cabo o PAC Cidades Históricas", cuja primeira versão foi lançada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2008. "As cidades históricas são o ponto final da nacionalidade brasileira, os locais são a prova viva do ambiente em que se formou o nosso povo", exemplificou. "Conhecer e respeitar o passado é requisito para uma nação democrática, civilizada, capaz de se erguer sobre os próprios pés", completou.

A presidente voltou a afirmar, como fizera a rádios da cidade antes do evento, que os recursos do PAC Cidades Históricas não terão contingenciamento e a liberação para os projetos será automática. "Vamos investir R$ 1,6 bilhão para apoiar obras de 44 cidades, de 20 estados ao longo de três anos. São 119 projetos prontos para licitar", reafirmou.

De acordo com a presidente, os recursos do PAC Cidades Históricas não serão contingenciados e os processos licitatórios terão regras especiais e processos mais simples. "Não faltarão recursos para o PAC Cidades Históricas. É o mais abrangente programa de preservação cultural já feito no Brasil".

Ao encerrar o discurso, como tem feito ultimamente, Dilma citou a doação de máquinas e equipamentos para cidades com até 50 mil habitantes, a liberação de R$ 3 bilhões em custeio para prefeituras até abril de 2014 e defendeu novamente a necessidade do destino dos royalties do petróleo do Pré-sal para a educação.

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