Dilma nega uso da CGU no caso sanguessuga

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou que o governo tenha orientado a Controladoria-Geral da União (CGU) a divulgar, com objetivo de atacar a oposição, dados sobre quatro parlamentares adversários suspeitos de participar do esquema dos sanguessugas. Sobre o mal-estar causado, no Congresso, pela divulgação dos nomes de parlamentares, ela disse que "querem transformar uma operação do governo em objeto de disputa política". "Não queremos fazer disputa nenhuma", afirmou. A ministra ressaltou que as investigações sobre o esquema de fraudes começaram na CGU. Na quinta-feira, em entrevista à Rádio CBN, Lula já havia dito que foi o governo quem iniciou a apuração das fraudes. A ministra negou, também, que tenha recebido orientação de Lula para ressaltar o trabalho da CGU. "Eu estou respondendo a uma pergunta da imprensa sobre sanguessugas", alegou. Quando, em seguida, um repórter observou que ela chegou para a entrevista já com um papel na mão com dados sobre a CGU. Ela ainda negou que a Casa Civil ou o Planalto tenham entrado em contato com os ex-ministros da Saúde do atual governo Humberto Costa e Saraiva Felipe para obter informações sobre as fraudes. A ministra evitou comentar declarações do ex-presidente Itamar Franco com críticas a Lula e o apoio prometido pelo ex-presidente ao candidato da coligação PSDB/PFL à presidência da República, Geraldo Alckmin. "Essa é uma questão que não deve ser perguntada para mim, mas para ele (Itamar). Não tenho comentários a fazer", disse a ministra.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.